“Cientistas que Transformam”revelam projetos de impacto social

 



ArcelorMittal, em parceria com o Jornal O Estado, apresenta o projeto “Cientistas que Transformam”, destacando histórias de mulheres que dedicam suas vidas a transformar à sociedade por meio da ciência. O público terá acesso a cinco entrevistas exclusivas com cientistas mulheres com atuação no Ceará, em diferentes áreas e cenários do mundo científico.

A equidade de gênero na produção científica é um tema essencial para o avanço da ciência e da sociedade. Apesar dos progressos, as mulheres ainda enfrentam diversos desafios na presença e reconhecimento nessa área, o “Cientistas que Transformam”, busca dar visibilidade às mulheres que se destacam na ciência e estimular a maior participação em carreiras STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, no acrônimo, em inglês).

A equipe do jornal, formada pela jornalista Gabriela de Palhano, Dalila Lima e Iratuã Freitas, entrevistou cinco mulheres cientistas, com atividades em diferentes campos científicos, para mostrar os caminhos percorridos por elas em busca de suas contribuições para a sociedade. A partir de 18 de agosto de 2025, e nas próximas quatro segundas-feiras, essas histórias serão apresentadas.

“Acreditamos que a inovação só é completa quando nasce da diversidade de olhares. Promover o projeto ‘Cientistas que Transformam’ é uma forma de reconhecer o protagonismo feminino na produção de conhecimento e, ao mesmo tempo, reforçar o nosso compromisso com um futuro mais inclusivo. Na ArcelorMittal, temos o orgulho de já contar com cientistas, engenheiras e pesquisadoras contribuindo diretamente com o desenvolvimento de soluções inovadoras para uma produção de aço cada vez mais sustentável. Não é por acaso que temos o compromisso de chegar a 25% de mulheres em cargos de lideranças até 2030. Essa série é também um convite para que mais mulheres sonhem grande e encontrem na ciência um caminho promissor e transformador”, declara Cristiane Lazzaro, Gerente Geral de Tecnologia da Informação e Automação da ArcelorMittal unidade Pecém.

Gisele Sestren, Gerente Geral de Recursos Humanos da ArcelorMittal unidade Pecém, reforça que dar destaque às trajetórias de mulheres que fazem ciência é uma forma de transformar mentalidades e inspirar novas gerações. “Com esta série, contribuímos para ampliar referências e mostrar que há muitas maneiras de ocupar a ciência. Como empresa com forte atuação em Diversidade, Equidade e Inclusão, a ArcelorMittal quer provocar reflexões e mostrar que o caminho da ciência pode, e deve, ser trilhado também por elas. Acreditamos que diversidade e inovação caminham juntas. Essa é uma pauta que nos move”.

“Cimento verde”, tratamento não-invasivo do câncer, capacete Elmo e pavimentação sustentável
A série de entrevistas vai começar com a da Professora Heloina da Costa Nogueira, doutora em Engenharia e Ciência de Materiais e professora adjunta da UFC de Federal do Ceará. Ela tem pesquisas sobre “cimento verde”, envolvendo uma produção de cimento que emite até 75% menos carbono em relação à gerada na produção do cimento tradicional, além de ser mais resistente. Também tem pesquisas com o desenvolvimento de produtos e aplicações na construção civil através de escória não metálica do BSSF da ArcelorMittal, um equipamento que beneficia o coproduto da produção de aço.

A segunda história que você vai conhecer, será a da trajetória de Betina Santos Tomaz, Mestre e doutoranda em Ciências Médicas pela UFC, pesquisadora do Laboratório RespLab/UFC e conteudista na empresa de ensino em ventilação mecânica Xlung. Ela é integrante da equipe criadora do capacete Elmo, e, até hoje, desenvolve pesquisas que se relacionam à melhoria do equipamento.

Em seguida, apresentaremos o trabalho da Professora Nágila Ricardo, do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da UFC. Ela é doutora e pós doutora pela University of Manchester, Manchester/Inglaterra. Dentre suas pesquisas, ela desenvolveu, juntamente com sua equipe, e patenteou, nanocápsulas que podem revolucionar o tratamento do câncer, pois combatem apenas as células cancerígenas, sem afetar as células saudáveis.

A quarta entrevistada é a professora Professora Diana Cristina Silva de Azevedo, atual vice-reitora da Universidade Federal do Ceará (UFC), doutora em Engenharia Química pela Universidade do Porto (Portugal) e docente no Departamento de Engenharia Química da UFC, além de ocupar funções de coordenação e diretoria na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e na Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP).

Para encerrar a série, falamos com a professora do IFEC Juceline Bastos, que é doutora em Engenharia de Transportes UFC. Possui experiência em Engenharia Estrutural, principalmente em alvenaria estrutural. Desenvolve pesquisa sobre o uso de agregado siderúrgico, para camadas – base e revestimento – de pavimento asfáltico, criando uma fonte alternativa de tipos de agregados para a pavimentação.

Desafios e destaques para o Brasil na ciência
Embora existam avanços notáveis da participação de mulheres na ciência, persistem desafios que merecem atenção, conforme revela a pesquisa de 2024 da Agência Bori, um serviço único no Brasil que apoia a cobertura da imprensa de todo o País sobre as evidências científicas. Dentre os pontos positivos está um aumento de 29% na participação de mulheres como autoras de publicações científicas, sendo o Brasil o terceiro País com maior participação feminina na ciência entre os analisados.

Por outro lado, a queda na participação feminina na produção científica à medida que a carreira avança é preocupante. O relatório sugere que isso pode ser causado pela existência de obstáculos que dificultam a progressão das mulheres na área. Um dos fatores é a dificuldade de conciliar a vida profissional e a vida pessoal. A baixa representatividade feminina em áreas como Matemática, Ciência da Computação e Engenharia indica a necessidade de ações específicas para atrair e reter mulheres nesses campos.

O relatório mostra ainda que a presença de mulheres na Ciência é mais frequente entre as cientistas mais jovens. Os dados da Agência Bori servem como um importante ponto de partida para a implementação de ações que promovam a equidade de gênero na ciência brasileira. O Projeto Cientistas que Transformam contribui para a promoção da equidade de gênero na ciência e para a construção de um futuro mais justo e igualitário. A equidade de gênero é um dos pilares dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especificamente o ODS 5: Igualdade de Gênero.

Assim nasce o “Cientistas que Transformam”, que vai além de mostrar histórias de sucesso: provoca o debate, estimula criação de práticas em favor da igualdade de gênero; contribui para o desenvolvimento da sociedade na qual a mulher é fundamental para o avanço científico e tornar a ciência mais acessível e interessante para o público.

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