Páginas

Facebook

sábado, 4 de setembro de 2021

Camilo se queixa do ataque do ministro Paulo Guedes aos governadores: “suspenderam financiamentos para os estados”

 



O presidente Jair Bolsonaro elegeu alvos para seus ataques. Além de prefeitos, servidores públicos, STF, Congresso Nacional, rompeu definitivamente com governadores que considera hostis ao seu modo de atuar como Presidente da República. 

O governador Camilo Santana, mais bem avaliado gestor do país, segundo as pesquisas, disse em ato de inauguração de obras no sertão dos Inhamuns que “o Ceará tem a melhor gestão fiscal do país, por esse motivo pode buscar financiamentos locais e internacionais para obras de infraestrutura, mas uma portaria do ministério da Economia proibiu por 60 dias essas operações para todos os estados”. A queixa do governador procede. Não é discurso político. A ideia do ministro Paulo Guedes é fechar a porta aos atuais governadores para realização de obras, o que garante prestígio político e popular. 

No palácio do Planalto, o presidente Bolsonaro vai buscando formas e autorizando recursos para governadores aliados que são apenas cinco, entre 28 gestores estaduais. Bolsonaro jogou no lixo o espírito Federativo dos estados, operando o toma lá dá cá que condenava. Faz política, mas ao mesmo tempo pune a população e não somente governadores que considera opositores. 

Os governadores tem sido alvo dos ataques do presidente numa verdadeira ação de perseguição. Ele acusa gestores estaduais de terem promovido o  isolamento social na pandemia de Coronavírus. Bolsonaro defendia o efeito manada. O chefe da nação, abertamente afirma que o ICMS cobrado nos estados é a fonte responsável pelo alto preço dos combustíveis, carne, frango, arroz, feijão, energia e todos produtos que estão nas prateleiras dos supermercados. Bolsonaro também provoca governadores insuflando policiais militares a se rebelarem pautando debate sobre aumento de salários e promoções. O mais duro ataque do presidente foi o boicote a compra de vacinas. Foi esse ato que fez derreter o governo Bolsonaro. Os governadores deram o troco criando consórcios, propondo a compra direta aos laboratórios. O Ministério da  Saúde, apoiado pelo presidente impediu a compra. 

Numa tática equivocada, a de condenar a vacina considerando os imunizantes “experimentais”, o governo federal foi surpreendido com o resultado positivo da vacinação em massa.  O recuo do Coronavírus com 80% na redução de casos no Brasil e no mundo. De 5 mil mortos por dia, a letalidade caiu para 600 morte graças a vacinação. 

A briga política nas redes sociais é a última esperança do presidente em tentar uma virada positiva para seu governo. O debate, por enquanto segue em alta temperatura. A justiça interveio para impedir Fake News contra autoridades, mandando cancelar remuneração aos geradores de mentiras. Também prendeu figuras conhecidas na área criminal, como o ex-deputado Roberto Jeferson que ficou famoso por ter sido condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no processo que foi batizado de “mensalão”, com distribuição de dinheiro entre deputados e senadores. 

Estamos a pouco mais de um ano para a data da eleição, mas a pré-campanha avança.  Até outubro de 2022, o eleitor testemunhará um ringue com muita briga, muita luta política. O Brasil, que descobriu seus vilões, precisa, agora, descobrir um nome capaz de colocar o país de volta ao caminho da prosperidade. 

                                                                      Roberto Moreira