segunda-feira, 13 de julho de 2020

Cariri tem menos denúncias de violência contra a mulher durante pandemia; número pode não expressar realidade

Durante o período de quarentena, uma das preocupações do poder público e de ativistas dos direitos femininos é o aumento da violência contra a mulher, já que boa parte dos casos de agressão e feminicídio acontecem em ambiente domiciliar. Porém, o que apontam os registros de Boletins de Ocorrências (BOs) nas delegacias da mulher de Crato e Juazeiro do Norte é o contrário.
Homem preso por ameaça de morte poderá responder por estupro de vulnerável
Segundo Iara de Sousa, Inspetora de Policia Civil da Delegacia da Mulher do Crato, as ocorrências só aumentam na quarentena, apesar de o movimento na delegacia estar sendo menor. Iara acredita que, por estarem presas com os agressores, as mulheres podem ter diminuído a frequência de ida à delegacia. “Elas sempre falam ‘vim no médico’ ou ‘vim no mercado e acabei passando aqui e ele não sabe que estou aqui’. Antes de denunciarem elas vêm conversar, atrás de orientação”, explica a Inspetora.
A intenção, na maioria das vezes, é mesmo de ir à delegacia, mas muitas mulheres acabam justificando com a ida a outro local. Esse pode ser um dos fatores, segundo a Inspetora, para explicar a menor frequência de registros na delegacia, já que o comércio não essencial segue fechado e a recomendação é de ficar em casa.
Iara ainda explica que outros fatores, como pensar que a delegacia não está funcionando, ou que a justiça não está funcionando nesse período, podem influenciar. “A delegacia está funcionando normalmente, apenas alguns boletins de ocorrência que, por decreto do Governador, estão sendo registrados online, como os de difamação, mas continuamos atendendo casos como os de agressão física e sexual, fazendo fiscalização de medida protetiva entre outros”, explica a Inspetora.
Na Delegacia da Mulher de Juazeiro do Norte, os números apontam para o mesmo rumo, uma queda em relação a 2019. Em março do último ano, foram 132 boletins de ocorrência registrados no local e nove transferidos. Neste ano, no mesmo mês, foram apenas 91 no local e 13 transferidos de outras delegacias. O número de medidas protetivas também reduziu de 55 para 28. Já o de flagrantes foi um pouco maior, no último ano foram registrados doze (por outras delegacias), e em 2020, dezessete, entre feitos pelo próprio local e outras delegacias. Em 2019 nenhum homem foi preso em março, já neste ano foram seis prisões.
Entre abril e junho a tendência de queda seguiu. No primeiro, foram 158 BOs em 2019, contra 34 neste ano, e 50 medidas protetivas contra apenas 15. Ano passado, quatro pessoas foram presas em abril por crimes contra mulheres, neste ano apenas uma prisão foi realizada no mês.
Maio e junho de 2019 tiveram 169 e 142 registros, respectivamente, e 108 requerimentos de medidas protetivas juntos. Foram 19 flagrantes entre registrados pela própria Delegacia da Mulher e transferidos de outros locais nos dois meses, assim como quatro mandados de prisão. Já neste ano, os meses de maio e junho registraram juntos apenas 96 BOs e 40 requerimentos de medida protetiva. Nenhum mandado de prisão foi feito pela Delegacia. Porém, o número de flagrantes aumentou, sendo 26 durantes os dois meses.
Segundo a Delegada Déborah Gurgel, da Delegacia da Mulher de Juazeiro do Norte, apesar da diminuição nos dados, só haverá uma real dimensão do que aconteceu nesse momento de pandemia quando as situações forem se regularizando. A diminuição, segundo a Delegada, pode ser “por conta dos decretos de isolamento, dificuldade de locomoção e muitas vezes pelo companheiro investigado [agressor] estar em casa. Quando as coisas voltarem ao normal vamos saber se houve uma diminuição dos casos ou se foi uma subnotificação”.
“Reforçamos que as denúncias podem ser feitas pelo 180, inclusive por parentes e amigos, não precisa ser somente pela vítima”, afirma Déborah.
Durante a pandemia, podem ser registrados BOs online de crimes contra a honra, violação de domicílio, crimes patrimoniais como o dano e o furto, e ameaça. A Delegada orienta que, de posse do BO eletrônico, a mulher pode ir à delegacia e solicitar uma medida protetiva contra o agressor. 
Badalo 

Nordestinamente clássico: live de Fábio Carneirinho cantando sucessos de Flávio Leandro

“Nordestinamente Clássico” é o nome da live que promete música de qualidade e a irreverência de Fábio Carneirinho em seu piano, cantando os sucessos de Flávio Leandro. O show acontece nesta quinta-feira, dia 16 de julho, às 20h, no canal do Youtube de Carneirinho. A apresentação é uma iniciativa do Sesc Juazeiro do Norte, através do projeto Sintonia do Bem, que em sua quarta edição arrecada alimentos para o programa Mesa Brasil.
A apresentação acontecerá no canal no Youtube do cantor Fábio Carneirinho que já tocou nas principais festas tradicionais do Nordeste. “Temos em nosso repertório músicas atuais e o melhor do forró autêntico”, afirma o músico. A live contará com a participação de Flávio Leandro, contando as histórias das músicas que serão tocadas por Carneirinho, dentre elas: De Mala e Cuia, Chuva de Honestidade, O Poeta Cantador, Sem Não Nem Talvez, MSN. Cantor pernambucano, Leandro emplacou várias músicas de diversos artistas como, Elba Ramalho, Flávio José, Jorge de Altinho, entre outros.
O público que assistir a live Nordestinamente Clássico poderá fazer doações, de forma online, que será destinado, integralmente, ao programa Mesa Brasil Sesc. Essas doações serão realizadas por meio de uma plataforma do projeto, hospedada no site www.sesc-ce.com.br, ou pelo QR code, que, por sua vez, estará disponível no Youtube. Além disso, a partir da plataforma, pessoas e empresas poderão contribuir com valores maiores ou com doações de alimentos.
“A escolha por Fábio Carneirinho é uma forma de contemplar a música genuinamente nordestina, com o melhor do nosso regional para todos os públicos. Vale destacar que, além de assistir a apresentação, as pessoas podem colaborar com um ato solidário ajudando aqueles que mais necessitam nesse período de pandemia”, declara o supervisor de cultura do Sesc juazeirense, Sérgio Magalhães.
Sobre Fábio Carneirinho
Sanfoneiro, cantor e compositor, Fábio Carneirinho está lançando o novo dvd, gravado em Paris, aos pés da Torre Eiffel, cantando a autêntica música nordestina, com participações internacionais e brasileiras. Outros quatro DVDs e cinco Cds gravados, as obras contam com a participação de artistas consagrados como Tato Falamansa, Pe. Zezinho, Dominguinhos, Santana o cantador, Flávio Leandro, Joãozinho do Exu e Luiz Fidélis, que referendam o alto nível musical do nosso trabalho. Com seis turnês pela Europa, já se apresentou em 15 países. Em agosto de 2017 participou do BrazilianDay em Stockholm na Suécia, representando o Ceará a convite da embaixada do Brasil. Saiba mais no site: www.fabiocarneirinho.com.br

Sobre o Mesa Brasil Sesc Ceará
Há dezenove anos, os bancos de alimentos do Mesa Brasil Sesc abastecem abrigos, escolas, creches, associações, ONGs, hospitais, casas de recuperação, fundações, entre outras organizações cearenses.
Atualmente, as doações chegam a cerca de 280 mil pessoas no Estado. Durante a pandemia, o trabalho do Mesa Brasil foi intensificado e, apenas nos trimestres entre março e maio de 2020, foram distribuídos 586.293 quilos (mais de 586 toneladas) de alimentos.
Empresas de produtos alimentícios podem agendar visitas para doação pelo contato mesabrasil@sesc-ce.com.br | (85) 99662.9158. Saiba mais em mesabrasil.sesc-ce.com.br
Serviço
Live “Nordestinamente Clássico” – com Fábio Carneirinho cantando sucessos de Flávio Leandro
Sesc Juazeiro do Norte / Sintonia do Bem – arrecadação para Mesa Brasil Sesc
Dia: 16 de julho (quinta-feira)
Horário: 20h
Transmissão: Youtube da cantor Fábio Carneirinho

Aprece lança manifesto e pede empenho da bancada do CE para aprovar PEC que torna Fundeb permanente

A Associação dos Prefeitos do Ceará (Aprece) lançou, nesta segunda-feira (13), um manifesto pedindo empenho da bancada cearense em Brasília em defesa da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que cria o Novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
   Foto > Reprodução 
A PEC está na agenda da Câmara Federal e precisa ser aprovada neste segundo semestre porque a atual lei que criou o Fundeb se expira no dia 31 de dezembro de 2020. A proposta é que Fundo se transforme em definitivo, ou seja, ao invés de política de governo passa a ser uma política de Estado.
‘’A Aprece sempre foi atuante na luta pela garantia de políticas públicas e financiamento em diversas áreas da gestão pública municipal, entre elas, a Educação. Dessa forma, a entidade se une ao movimento em defesa da aprovação urgente da Proposta de Emenda à Constituição’’, expõe um dos trechos do Manifesto endereçado pela entidade aos 22 deputados federais e três senadores do Ceará.

‘’Diante da relevância e de todos os impactos que podem ocorrer caso a proposta não seja aprovada nos prazos estabelecidos, solicitamos aos nobres deputados federais, bem como aos nossos senadores que a PEC 15/2015 seja votada, e aprovada, em regime de urgência no Congresso Nacional”, destaca o presidente da Aprece, Nilson Diniz, que, durante esta segunda-feira, cumpre uma agenda virtual em conversas e videoconferências com parlamentares e com dirigentes nacionais da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) para discutir o futuro do Fundeb.
Abaixo a íntegra do Manifesto endereçado pela Aprece aos deputados federais e senadores do Ceará.
MANIFESTO FUNDEB APRECE:
EXCELENTÍSSIMOS SENHORES (AS) DEPUTADOS (AS) FEDERAIS DO ESTADO DO CEARÁ

Enquanto entidade representativa dos (as) prefeitos (as) cearenses, a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) vem, por meio deste manifesto, externar seu apoio ao movimento nacional em defesa da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/2015, que cria Novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Ao abraçar essa luta, a entidade se une a todas as instituições, profissionais e pessoas que se empenham para garantir a continuidade das políticas educacionais no país.
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), criado em 1997 com o intuito de garantir uma subvinculação dos recursos da educação para o ensino fundamental bem como de assegurar a melhor distribuição desses recursos entre os entes federados, teve sua vigência até 2006. Em 2007, iniciou-se o Fundeb, promovendo avanços na redistribuição dos recursos educacionais e incluindo a Educação Infantil. Tornou-se, portanto, o mais importante mecanismo de financiamento educacional do País, porém com vigência prevista até o final do ano de 2020.
Cientes de sua importância e de sua vital contribuição para a sustentabilidade das políticas educacionais, tais como o Piso Salarial Nacional do Magistério e a criação/renovação ao longo dos últimos 15 anos de planos de cargos e remuneração para os profissionais da Educação, os municípios cearenses clamam pelo ingresso permanente do Fundeb no texto da Constituição e que ocorra um maior aporte financeiro por parte do Governo Federal, uma vez que o mesmo, atualmente, contribui com apenas 10% do total do Fundeb nacional.
A Aprece vem, ao longo desse processo, promovendo junto aos seus associados e à bancada cearense na Câmara dos Deputados (as) e no Senado Federal, ações em prol da aprovação do Novo Fundeb.
Diante da relevância e de todos os impactos que podem ocorrer caso a proposta não seja aprovada nos prazos estabelecidos, solicitamos aos nobres deputados federais, bem como aos nossos senadores que a PEC 15/2015 seja votada, e aprovada, em regime de urgência no Congresso Nacional.
A gestão fiscal educacional, no ano de 2020, tem sido muito abalada com o arrefecimento econômico provocado pela crise da Covid-19. Auxílios federais tem sido destinado a Estados e Municípios, mas, até o presente momento, nenhum destes apresenta vinculação com a Educação. O Fundeb já vinha “esgotado” financeiramente e sem condições de prover melhoria de serviços educacionais e maiores investimentos, uma vez que estudos recentes da Aprece encontraram, na maioria dos municípios cearenses, comprometimentos superiores a 100% deste fundo apenas com as despesas de pessoal da Educação. Em 2020, a situação tem se agravado. Sem a contribuição de auxílios específicos e sendo o Fundeb uma cesta de recursos que reflete a movimentação econômica do País, o seu desempenho em termos de receitas tem sido muito aquém do previsto. No mesmo ano, teve-se que respeitar a Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério, havendo concessões de reajustes salariais que promoveram, sem subjugar situações de mérito, o aumento do descompasso entre receitas e despesas.
Encontramo-nos já na metade do ano de 2020. Projeções do Produto Interno Bruto (PIB) nos assustam e chegam a atingir 6,5 pontos negativos. Para 2021, as projeções indicam um crescimento de 3,5% do PIB. Logo, não conseguiremos recuperar o “prejuízo” econômico em apenas 1 ano. A recuperação a níveis econômicos de 2019 provavelmente ocorrerá apenas em 2023.
É sob esse contexto que deve ser aumentada a importância da aprovação do novo Fundeb. Com expectativa de atenuação de eventuais efeitos negativos que possam afetar as políticas públicas educacionais no biênio 21/22. A situação requer urgência e compromisso de todos os entes federados e da população como um todo. Precisamos evitar um colapso na educação e garantir recursos que promovam um desenvolvimento integral das nossas crianças, jovens e adultos.
13 de Julho de 2020
FRANCISCO NILSON ALVES DINIZ
Presidente da Aprece.  
Ceará agora 

Ceará investe em tecnologia e manejo para voltar a ser um dos principais produtores de algodão no Brasil

Após ser destaque nacional na produção de algodão há cerca de três décadas, o Ceará viu suas plantações serem devastadas pela praga do bicudo, levando embora a fonte de renda de muito agricultores que tiveram que se adaptar a outros cultivos. Contudo, há pouco mais de dois anos o Governo do Ceará firmou uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE) para o desenvolvimento de sementes e uma metodologia que possa trazer de volta ao Estado o protagonismo na produção, além de dar mais sustentabilidade à cadeia têxtil cearense, um dos polos nacionais e que precisa adquirir fora de suas divisas a matéria-prima de seu negócio. Através do Programa de Implantação da Cultura do Algodão no Ceará, essa realidade parece estar mudando aos poucos. Há algumas semanas foi iniciada a colheita de milhares de hectares (ha) plantados em solo cearense, ainda pouco em relação à demanda das empresas locais, mas um alento para o futuro, visto o resultado nas lavouras. A expectativa do Estado é colher 3.500 ha este ano.
PRODUÇAO E COLHEITA DE ALGODAO EM LIMOEIRO DO NORTE DURANTE A RETOMADA DA ECONOMIA NO CEARA;PLANTACAO;GERACAO DE EMPREGO;ECONOMIA;CEARÁ;AGRICULTURA; SEINFRA;FOTO © TATIANA FORTES/ GOV. DO CEARA;

O crescimento de áreas plantadas com a cultura no Ceará tem sido relevante. Em 2019, o aumento superou em 80% o ano anterior. Mas além da quantidade, o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Programa de Implantação da Cultura do Algodão no Ceará tem ampliado também a produtividade por área, como explica o coordenador Euvaldo Bringel. 
“Ano passado chegamos a 1.800 kg por hectare e esse ano acho que vamos para uma produtividade média de 2.500 kg/ha.  Acredito que em dez anos a gente volte a ter a nossa produtividade do passado. É importante que a gente continue com esse programa e a Aprece (Associação dos Municípios do Ceará) já se manifestou que quer levar para outras regiões. Nós queremos levar com o pacote controlado para que não volte a dar prejuízo. O governador Camilo Santana já garantiu que vai ampliar”, destacou Bringel.
O coordenador do programa, que é tocado pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), explica que o aumento da produção é fruto da utilização de tecnologia, capacitação dos produtores, aproveitamento da infraestrutura de irrigação do Estado e parcerias.
“São várias regiões no Ceará que a gente tem condições de plantar algodão em larga escala com altíssima produtividade. Dentro desse pacote a gente fez parceria com as empresas para garantir a compra do algodão. Articulamos a cadeia de compra, de máquinas colheitadeiras, de insumos. A gente está dando todo o apoio para o agricultor produzir. Estamos organizando o negócio e abrindo caminhos”, enfatizou.

Condições favoráveis

O Ceará possui um conjunto de características naturais que o credencia a voltar a ser um grande produtor de algodão se aliado à tecnologia. Nessas primeiras colheitas, o novo produto cearense está apresentando um custo de produção menor que o produzido em outras áreas do País – entre 30% e 50%.  
“O Ceará já foi o maior produtor do Nordeste de algodão e o terceiro maior do Brasil. Nos anos 1980, antes do bicudo, a gente chegou a plantar cerca de 1,2 milhão de hectares. Muitas pessoas no Ceará viviam do algodão. Existem estudos já bem sedimentados de que o sol no Ceará produz o melhor algodão do Brasil, com fibras longas, a planta vegeta muito bem com a insolação, então nós temos condições edafoclimáticas (relacionadas ao solo e clima) fantásticas para a questão do algodão”, comentou Euvaldo Bringel.
Além do ganho qualitativo com as novas sementes desenvolvidas pela Embrapa, o protocolo de manejo da cultura tem ajudado a reduzir o custo da plantação e controlar pragas. No Ceará foi implementado um vazio sanitário entre os meses de outubro e dezembro, nos quais o agricultor é obrigado a limpar a terra de qualquer presença de algodão, fazendo assim com que o bicudo não tenha com o que se alimentar e consequentemente diminua sua capacidade de reprodução. Em outros estados brasileiros esse hiato é somente de dois meses.
Essa diferença de um mês a mais no Ceará tem refletido na quantidade de defensivos agrícolas utilizados na lavoura, o que acaba por diminuir o investimento e aumentar o uso sustentável da terra. A expectativa é que, em um futuro breve, o Ceará possa estar produzindo 4 mil kg de algodão por hectare em média. Atualmente, o Estado já registra áreas plantadas no Vale do Jaguaribe, Cariri e Sertão Central. Para o ano que vem a ideia é ampliar para o Centro Sul e os Inhamuns.

Alternativa para produzir em meio à seca

Por ser bem adaptada à nossa realidade climática, com precipitações chuvosas irregulares no decorrer dos anos, a produção de algodão, seguindo os protocolos estabelecidos no Programa de Implantação da Cultura, tem sido vista por agricultores como um produto confiável. Em Limoeiro do Norte, a Federação das Associações do Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi (Fapija) apostou no novo algodão e já está colhendo os 260 hectares plantados por seus associados. Raimundo César, presidente da Fapija, comenta que os 324 agricultores que compõem a entidade sofreram bastante com os recentes seis anos de estiagem no Ceará, mas que hoje estão confiantes que com o algodão isso será diferente.
“Começamos a plantar o algodão esse ano, que nos mostrou que é uma saída para voltar a produzir. Começamos aos poucos, ainda tem muita área. Para 2021 a gente espera plantar dois mil a três mil hectares só aqui no projeto. O Ceará por ser seco a saída é o algodão. Estamos esperando de 4 mil a 5 mil kg por hectare, então é uma produção excelente”, comemorou Raimundo César. Com o trabalho feito pelo Programa de Implantação da Cultura do Algodão no Ceará, de ligar os produtores às empresas do setor têxtil, o quilo está sendo vendido pelos agricultores por R$ 2,15 e toda a produção com venda garantida.

Esperança de dias melhores

Criado dentro das plantações, o agricultor José da Silva Ferreira, conhecido em Limoeiro do Norte como “Negro de Júlio”, desde de criança acompanha o pai na agricultura. Nesses anos lutando pela sobrevivência junto à terra, o sertanejo disse que já plantou diversas culturas. Contudo, “Negro de Júlio” se viu nos últimos anos sem muitas alternativas para furar as dificuldades geradas aos agricultores pela pouca oferta hídrica. “Aqui, a gente estava sem opção de plantar” confessou.
Foi então que ele decidiu arriscar no novo algodão, que, até o momento, tem representado um fio de esperança diante do passado que assombra a vida no campo.  
“Minha produção está lá. É um algodão lindo, uma das melhores produções que têm por aqui. Segui as regras e está surpreendendo. Tenho 150 hectares e plantei 50 esse ano. Tudo saindo bem posso plantar o dobro ano que vem ou até mais”, fala com entusiasmado com dias melhores.
Outro que tem uma realidade parecida é o agricultor João Batista, que resolveu experimentar a cultura em 37 hectares. Na opinião do homem do campo, 2020 será um ano para se comemorar e de fazer planejamentos mais ousados para o que se avizinha.
“Quem entende diz que a qualidade do algodão está boa. Acredito que vai ser bom. Para a gente que vinha sofrendo com a seca, é uma alternativa a mais. Dando o retorno esperado, quero plantar pelo menos uns 100 hectares no próximo ano”, ressalta.
(*)com informação do Governo do Estado do Ceará

Fernando Santana assegura obras para o Sertão Central


As ações do mandado do deputado estadual Fernando Santana (foto) se espalham por todo interior cearense. Apesar do olhar dedicado para o Cariri, o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Ceará reconhece que seus mais de 95.000 votos foram de cearenses de todos os cantos do estado. E numa demonstração de gratidão, o parlamentar trabalha por todas as regiões.

O exemplo disso foi o pedido feito junto ao governador Camilo para que a comunidade da Lagoa Pedra, no distrito de Cipó dos Anjos, em Quixadá, no Sertão Central, fosse atendida com a construção de uma praça. Segundo lideranças locais, esse era um sonho de mais de 20 anos.

Outra ação de Fernando Santana, no Sertão Central, ocorreu em Ibicuitinga, onde toda a população será atentida por importante obra conquistada pelo trabalho do deputado na Assembleia Legislativa. 

Flávio Pinto 

MPCE promove live sobre ilícitos eleitorais na pré-campanha

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAOPEL), promove, nesta quarta-feira (15), às 20h, live com o tema “Ilícitos eleitorais na pré-campanha”. O evento virtual, que conta com apoio da Escola Superior do Ministério Público (ESMP) e que ocorre em ano de eleições municipais, será realizado no Instagram do MPCE: @mpce_oficial.  
Participarão do bate papo on-line o promotor de Justiça do MPCE e coordenador do CAOPEL, Emmanuel Girão e o também membro do MP cearense, promotor de Justiça Igor Pinheiro. Durante o encontro, será sorteado um exemplar do livro Crimes Eleitorais e Conexos, de autoria do promotor de Justiça Igor Pinheiro. 
Igor Pinheiro é doutorando em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, tendo atuado como professor da ESMP na área de combate à corrupção e como coordenador do Grupo Auxiliar da Procuradoria Regional Eleitoral do Ceará. Já o promotor Emmanuel Girão, além de coordenar o Caopel, é mestre em Ordem Jurídica Constitucional pela Universidade Federal do Ceará (UFC), tendo também atuado como promotor auxiliar da Procuradoria Regional Eleitoral do Ceará. 
SERVIÇO: 
Live – “Ilícitos eleitorais na pré-campanha” 
Data: 15 de julho de 2020 (quarta-feira) 
Horário: 20h 
Acesso: https://www.instagram.com/mpce_oficial/   

MPCE 

Em retorno do Cearense, Barbalha perde de 5 a 0 para o Ceará

O Barbalha e o Ceará voltaram aos gramados, após paralisação de cerca de quatro meses devido a pandemia de Covid-19, com direito a goleada sobre o time caririense. Sem muitas dificuldades, o Vovô impôs o ritmo do jogo e venceu por 5 a 0. Os gols foram de Charles, Lima (2x), Vina e Tiago Pagnussat. O retorno foi com clima de estreia, Guto Ferreira, que se tornou técnico do Alvinegro durante a pandemia, comandou a equipe pela primeira vez e já tem uma vitória na conta.
Em retorno do Cearense, Barbalha perde de 5 a 0 para o Ceará
Com a vitória, o Ceará encaminha vaga para a semifinal do Campeonato Cearense e assume a liderança do campeonato, com 14 pontos. Devido ao saldo de gols, o Barbalha é superado pelo Pacajus e é o novo lanterna, com 3 pontos.
O Barbalha se despede da competição encarando o Guarany de Sobral nesta quarta-feira (15), em local e data a serem definidos pela Federação Cearense de Futebol.
Primeiro tempo
Com algumas mudanças desde a última partida, em março, o Ceará entrou com intensidade e marcação forte. Logo aos 8 minutos, Lima abriu o placar. Barbalha tentou sair jogando, mas não encaixava bons ataques e pouco ameaçou do gol de Fernando Prass. Aos 45, Vina ampliou o marcador.
Segundo tempo
Depois de garantir dois gols de vantagem na primeira etapa, o Vovô voltou a campo empolgado. Aos 4 minutos, mais um gol. Vina marcou com estilo, e comemorou se ajoelhando e erguendo os punhos, em movimento simbólico contra o racismo. Na sequência, o Ceará embalou sequência de tentos e não tomou conhecimento do adversário. Aos 7, Samuel Xavier driblou a marcação, e tocou para Lima, que mandou para as redes. Aos 15 minutos, Tiago Pagnussat é servido por Felipe Silva e não desperdiçou. O zagueiro mandou por debaixo do goleiro e fechou o placar na Cidade Vozão.
Vidas Negras Importam
O retorno do futebol cearense já foi marcado por momento simbólico nos gramados. Ao marcar gol aos 45 do primeiro tempo, o meia Vina comemorou o tento com uma mensagem contra o racismo. Ajoelhou no chão e ergueu o punho. Movimento característico da luta promovida pelo “Black Lives Matter”.
Fonte: Globo Esporte (adaptado)