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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

A guerra de “cuspe” entre o presidente Bolsonaro e o presidente do TSE.

 



O Brasil está assistindo a um debate aberto entre autoridades da República. É bom! Ruim é saber que o debate é inócuo. A pauta do presidente Bolsonaro poderia ser comprar vacinas para conter a COVID-19, gerar empregos,  criar infraestrutura para o país crescer, reduzir preços de combustíveis evitando o lucro de R$ 50 bilhões da Petrobras. Já o presidente do TSE poderia acelerar julgamentos de eleições corruptas no Brasil, explicar absolvição e posses de criminosos eleitorais que assumem mandatos. Bolsonaro e Barroso estão se desgastando em debate inócuo sobre voto de papel. Diria que eles travam uma guerra de “cuspe” simbologia para oferece um título ao debate público e medíocre travado nos últimos tempos. 


O Brasil, em vez de ouvir esse gasto de saliva, poderia construir uma Lei Eleitoral duradoura, capaz de moralizar a relação entre o eleitor, o candidato e o judiciário. A cada eleição, deputados e senadores criam  regras que beneficiam partidos e candidatos, nunca o eleitor. Nos últimos tempos, a conta apresentada ao contribuinte vai ficando maior. A eleição de 2022 deve custar cerca de R$ 20 bilhões, juntando aí o gastos do TSE, do Fundão Eleitoral e doações privadas. 


Bolsonaro e Barroso são cariocas, se conhecem. Os dois se odeiam e não é de hoje. O presidente do TSE sempre teve identificações com o campo social, tradicionalmente defendido pelo campo da esquerda. O presidente brasileiro atua em outra ponta, defendendo a matança de bandidos, contra o homossexualismo, a favor da escola conservadora e militarizada e da liberação de armas. A cusparada comum no Rio de Janeiro invadiu os salões do poder em Brasília. 


Ataques e cusparadas não vão impedir a eleição de 2022. O Brasil escolherá seu presidente, seus governadores, senadores, deputados federais e estaduais. O voto será eletrônico e a campanha eleitoral uma das mais disputadas da história. Se Lula, Ciro e Bolsonaro se odeiam o problema não é do eleitor. O bom é saber que a festa democrática está marcada para 3 de outubro de 2022. 


A decadência no serviço público brasileiro se estabelece por conta dos erros políticos. Os nossos representantes no Congresso Nacional transferiram poderes em demasia aos segmentos da elite do serviço público através da Constituição e Leis aprovadas no Congresso Nacional. A Guerra de Cuspe talvez seja o início para um debate saudável, onde gastaremos saliva para um entendimento onde todos melhorem de vida, não só a burguesia, sempre contemplada com a maior fatia do bolo.