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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Para o deputado Idilvan Alencar, é grande o prejuízo causado pela pandemia à Educação brasileira.

 






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 A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados discute na próxima segunda-feira (05/7) as desigualdades educacionais acarretadas pela pandemia de Covi-19. A este Blog o deputado federal cearense Idilvan Alencar (PDT) concedeu entrevista sobre as consequências geradas pela pandemia, notadamente na escola pública.

Para Idilvan, poucos são os parlamentares que integram o Bloco da Educação na Câmara dos Deputados. Ele “cabe numa Kombi”, diz o parlamentar para confirmar que o discurso de prioridade da Educação é só da boca para fora.

Durante a pandemia que ainda ameaça a população brasileira o Ministério da Educação não atuou como deveria, entende o parlamentar, ressaltando porém a situação do Estado do Ceará que socorreu os seus estudantes mais carentes doando o equipamento necessário para o acompanhamento das aulas remotas.

A presidente da Comissão de Educação da Câmara, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que sugeriu a realização da audiência, lembra que “as profundas desigualdades que marcam a efetividade do direito fundamental à educação no Brasil são históricas e estruturais”. Diante da pandemia e da exigência do ensino remoto, segundo ela, essas desigualdades se acentuaram.

“Os desafios enfrentados não foram iguais e os dados mostram que a pandemia afetou ainda mais a vida escolar do perfil de estudantes que já era mais impactado pela cultura do fracasso escolar: meninas e meninos negros e indígenas, nas regiões Norte e Nordeste do País”, lamenta.

Além disso, a deputada chama a atenção para as dificuldades extras impostas pela pobreza. Onde falta saneamento básico e até alimentação, afirma Professora Dorinha, “é plausível concluir que não há computador nem acesso à internet”.

O retorno às aulas no sistema híbrido, na opinião da deputada, não resolverá as lacunas sedimentadas durante o último ano. Por isso, ela quer discutir soluções para que as desigualdades educacionais agravadas pela pandemia não se perpetuem.

Foram convidados para discutir o assunto na Comissão de Educação, entre outros:
– a presidente do Conselho de Administração e Diretora-Executiva interina do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Anna Helena Altenfeder;
– o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia; e
– um representante do Ministério da Educação.

Com informações da Agência Câmara de Notícias.