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quarta-feira, 28 de julho de 2021

1º Seminário de Mobilidade Elétrica discute o futuro com energia sustentável.

 






 A 1ª edição do Seminário de Mobilidade Elétrica será realizada nos dias 3 e 4 de agosto de 2021, de forma 100% online, com a participação de palestrantes locais e nacionais que se reunirão para discutir a temática “O futuro com energia sustentável”. O evento é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), com apoio da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará, vinculada à Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).

O principal objetivo do encontro é apresentar um panorama geral da mobilidade elétrica, mercado e as perspectivas globais para adoção desse caminho sustentável. Para o presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará, Jurandir Picanço Júnior, a substituição de veículos automotores a combustão já é uma realidade em países desenvolvidos, como Noruega, França e Reino Unido. Segundo ele, em 2020, em plena pandemia, o número de veículos elétricos no planeta chegou a 10 milhões, com crescimento de 43% em relação a 2019. 

“O compromisso dos países com a sustentabilidade é um movimento necessário para conter o aquecimento global. Os veículos elétricos vão ser importantíssimos para redução da emissão de gases poluentes na atmosfera. Já está decretada em várias nações o fim da era dos transportes a combustíveis fósseis. O país que adotou o horizonte mais curto foi a Noruega. Lá, a partir de 2025 não poderão mais ser comercializados veículos poluentes”, explica Picanço.

Os altos índices de emissão de carbono, consequência do consumo massivo de veículos de motor a combustão, é uma preocupação de todo o planeta.  Os especialistas pretendem expor e mostrar que a solução para esse problema é a adoção de transportes com energia limpa. A maior parte dos países já planejam isso para 2030. Todos os fabricantes de automotores já têm os seus projetos de veículos elétricos e também já estão definindo o fim da fabricação dos veículos poluentes.

Ainda de acordo com Picanço, o maior entrave para o Brasil avançar nesse mercado é o alto custo dos bens, como também a falta de incentivos para iniciar a produção nacional. “Só com o desenvolvimento do mercado poderão ser reduzidos os valores. O Ceará poderá criar formas de incentivo que já são realidades em outras cidades de países desenvolvidos. O estímulo para pontos de recarga, compartilhamento de veículos elétricos e outras tantas iniciativas que poderão ser inspiradas em soluções e algumas já adotadas em Fortaleza. O seminário vai dar a oportunidade a todos a se engajar em uma era que já está chegando”, conclui o presidente.

                                           Roberto Moreira