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segunda-feira, 28 de junho de 2021

"Governo do Ceará assina decretos e cria três novas áreas protegidas no Estado.

 




Na tarde desta segunda-feira, 28 de junho, o estado do Ceará ganha três novas áreas protegidas. O Governador Camilo Santana assinou decretos que oficializam  a criação do Parque Estadual do Cânion Cearense do Rio Poti, com  uma área de 3.680,55 ha, em Crateús e Poranga,    da Área de Proteção Ambiental (APA)  do Boqueirão do Poti, com mais de 63 mil hectares, que abrange os municípios de Ipaporanga, Crateús e Poranga, e a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Riacho da Matinha, localizada no município do Crato. 

“Com a criação das três unidades de conservação (UCs), o Ceará passa a ter 35 UCs estaduais”, informa Artur Bruno, titular da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA). “As novas UCs são motivos de comemoração, em especial para áreas de Mata Atlântica e Caatinga que a partir de agora ganham mais proteção”, disse. No caso da Matinha, que de acordo com a Célula de Diversidade Biológica (Cedib), da Coordenadoria de Biodiversidade (Cobio/SEMA),  a ARIE está “ inserida, em sua integralidade, sob a aplicação da Lei da Mata Atlântica, bem como na Área Prioritária para Conservação da Caatinga CA139 – Chapada do Araripe, com classe de importância biológica, de prioridade de conservação muito alta”. 

Para a orientadora da Cedib, Andréa Moreira, “este critério é de extrema relevância para criação de uma UC, inclusive sobre a importância da UC numa futura proposta de mosaico com outras áreas protegidas, onde estão incluídas unidades de proteção integral e uso sustentável, sob diferentes níveis de gestão, seja federal, estadual e municipal”, explica. A SEMA, por meio da Cedib, coordenou os estudos, executados pela Associação Caatinga, conforme Termo de Parceria, estabelecido entre a ong e a SEMA, e analisados pelo Professor César Veríssimo, da UFC e por Cleyber de Medeiros, coordenador cartografia e geoprocessamento, do IPECE.

De acordo com os estudos técnicos, “a maior parte da diversidade biológica revelada, expressa que os fragmentos analisados prestam importantes serviços ecossistêmicos de suporte e regulação em meio a área urbanizada, dentre os quais destacam-se processos ecológicos de ciclagem de nutrientes, ciclagem da água, regulação do microclima local e qualidade do ar, controle da erosão e fertilidade do solo”. 

Quanto ao Parque Estadual do Cânion Cearense do Rio Poti está inserido em contexto rural e “expõe um ambiente de relevância representada pela presença do trecho de maior beleza cênica do Cânion, além da preservação de sítios arqueológicos de gravuras rupestres e um sítio paleontológico de icnofósseis”.   A APA  do Boqueirão do Poti, abrange uma área de 63.332,20 ha, sobrepõe a área proposta para o Parque Estadual, em “um ambiente de relevância com a  presença fragmentos conservados de vegetação, assegurando o fluxo gênico das espécies habitantes, dos dois lados do Glint da Ibiapaba, preservando nascentes, garantindo recarga hídrica do aquífero, permitindo a perenidade do rio Poti no trecho caracterizado pelo Cânion”. Com a criação das três novas áreas protegidas, o Ceará passa a ter 35 UCs estaduais.

Para saber  mais informações sobre unidades de conservação estaduais, consulte o Painel do Cadastro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC ) no site da SEMA:https://www.sema.ce.gov.br/cadastro-estadual-de-unidade-de-conservacao-ceuc/.