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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Coronel do Exército alerta, em audiência pública que responsabilidade pelo laudo da água distribuída na Região dos Inhamuns é dos Municípios.

 

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O Coronel Luiz Benício, do 40º Batalhão de Infantaria, disse, nesta quarta-feira (26), durante audiência virtual da Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa que as ações da Operação Pipa são conduzidas pelo Exército na zona rural de 10 municípios da Região dos Inhamuns, envolvendo 92 carros pipa para atender a 45 mil pessoas e que as Prefeituras são responsáveis pelos laudos de potabilidade da água distribuída.

A audiência pública foi realizada a partir das queixas de moradores de áreas rurais de Tauá, Arneiroz e Aíuaba que se recusaram a receber a água distribuída pelos carros pipa em função do alto teor de salinidade. A água é captda em um manancial no Município de Aíuaba e, desde o mês de novembro de 2020, é alvo das reclamações dos moradores.

O deputado federal Domingos Neto (PSD), em audiência no Ministério do Desenvolvimento Regional, chegou a divulgar nota para dizer que o problema estaria solucionado, mas, desde a retomada da Operação Pipa no mês de abril, as comunidades rurais de cidades da Região dos Inhamuns continuam sendo abastecidas com água salobra.

 Segundo o coronel Luiz Benício, que responsável pela Operação Pipa, o Exército faz a execução da distribuição da água com os carros pipa, mas o gerenciamento é do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), envolvendo ainda os municípios, responsáveis, por exemplo, conforme enfatizou, pelos laudos de potabilidade.

O presidente da Comissão, deputado Walter Cavalcante (MDB), destacou a importância do diálogo possibilitado pela realização de audiências públicas remotas pela Assembleia Legislativa e do tema abordado pelos participantes.

Segundo o Audic Mota, autor do pedido para realização da audiência pública, defendeu a necessidade de mobilização e envolvimento de diferentes órgãos para o resguardo das competências de cada parte na efetivação da Operação com a devida qualidade da água servida a população.

O representante dos donos de carros pipa, Erisleide Rufino, afirmou que a Operação abastece as cisternas da população e proporciona trabalho e renda de forma direta e indireta para muitas famílias, o que significa, segundo ele, uma injeção financeira para os comércios dos municípios atendidos.

Erisleide destacou, ainda, como desafios para os prestadores de serviços que abastecem a população, a burocracia no processo de credenciamento, a má qualidade de estradas e falta de cisternas, atrasos nos pagamentos, aparelhos de monitoramento precários e dificuldade na assistência.

Ao longo da audiência, prestadores de serviços reiteraram as dificuldades com pagamento e compartilharam problemas com a qualidade da água destinada ao abastecimento da população nas localidades. A audiência pública contou ainda com representantes da Defesa Civil de diversos municípios, assim como de órgãos como do Instituto Sisar (Sistema Integrado de Saneamento Rural) e da Ematerce.

(*) Com informações da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa