A piora no quadro clínico de pacientes e a falta de oxigênio nas unidades de saúde no Amazonas têm provocado um aumento no número de pessoas que aguardam por um leito. O crescimento da demanda é tão grande – subiu 56% nas últimas duas semanas – que já há registros de doentes que morreram na fila. De acordo com a Defensoria Pública, a demora para transferir pacientes com covid-19 do interior para a capital resultou na morte de 14 pessoas.


O problema se agravou após o colapso do sistema de saúde estadual, já que em muitos municípios no interior amazonense não há leitos de UTI. Ao todo, 300 pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus foram transferidos para outros estados


Em meados de janeiro, o governo informou que a média de cilindros de oxigênio dobrou e ultrapassou a capacidade dos fornecedores. Neste sábado, 30, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se manifestou sobre as críticas que o governo tem recebido e afirmou que “não é atribuição” nem “obrigação” da União entregar oxigênio aos amazonenses.


De acordo com o governo estadual do Amazonas, 90 pacientes já retornaram recuperados ao do novo coronavírus ao estado. Mais de oito mil pessoas morreram em decorrência da doença no estado. 


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