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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Cearense que lutava contra câncer de ovário morre aos 28 anos

 

A jovem chegou a fazer campanhas virtuais nos últimos dois anos com o objetivo de arrecadar recursos para ajudar no tratamento. (Foto: Reprodução/ /Arquivo pessoal)
A jovem chegou a fazer campanhas virtuais nos últimos dois anos com o objetivo de arrecadar recursos para ajudar no tratamento. (Foto: Reprodução/ /Arquivo pessoal)

A estudante Iasmyne Andrade de Szasz, que lutava há cerca de cinco anos contra um câncer de ovário crônico, morreu nessa quarta-feira, 20, aos 28 anosA jovem chegou a fazer campanhas virtuais nos últimos dois anos com o objetivo de arrecadar recursos para ajudar no tratamento. Por meio das redes sociais, a família confirmou a informação e disponibilizou o link para transmissão do velório, que acontece até as 15 horas de hoje.

Em 2019, O POVO contou a história de Iasmyne e as dificuldades enfrentadas devido ao alto custo dos medicamentos. De acordo com o pai de Iasmyne, Roderic Sasz, o corpo da jovem será cremado e suas cinzas distribuídas "nos três lugares que mais amou": Cipó (Pentecoste), Boqueirão (Quixeré) e Grécia. Roderic escreveu uma mensagem de despedida nas redes sociais.

"Minha filha amada, tua missão foi tão curta e tão linda. Teu sorriso e jeito de ser encantaram muitas, muitas pessoas. Tua luta foi exemplo de VIDA a outras centenas, talvez milhares, pelo mundo todo. Agora, minha guerreira maior, descansa em paz", disse.

Ele expressou ainda seu amor e orgulho pela filha. "Tenho até vergonha de tentar colocar em palavras todo o teu valor, depois de ter tantos anos convivido com esse ser iluminado que fostes. Aliás, fostes, não. Continuarás sendo, pois tua Luz não parará de brilhar, onde quer que estejas. Tenho orgulho de ser um mero veiculo para a chegada de um ser tão especial à Terra. Te amo. Eternamente", finalizou.

O câncer que Iasmyne tinha já estava em fase de metástase quando foi descoberto, ou seja, afetava outras partes do corpo além do local de origem. O peritônio, membrana que reveste os órgãos internos do abdômen, foi atingido pela doença. 

Depois de descoberta, o câncer tinha registrado reaparições e, por isso, era considerado crônico. Em fevereiro de 2020, Iasmyne  chegou a ficar internada por apresentar uma piora, com um tumor agressivo no peritônio e a família realizou nova campanha para colaborar no tratamento

    o Povo