sábado, 12 de dezembro de 2020

Professor da UFCA que pesquisa o uso de plantas da chapada Nacional do Araripe no Cariri, no tratamento de infecções bacterianas é contemplado com bolsa produtividade do CNPq Fonte: https://ufca.edu.br

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Foto > Claudener Souza Teixeira / UFCA 



A flora diversificada da Chapada do Araripe, localizada na região do Cariri, pode auxiliar o tratamento de infecções bacterianas. Pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Cariri (UFCA) investiga de que forma o uso de proteínas isoladas de plantas da Chapada do Araripe potencializa o efeito de antibióticos, substâncias usadas no tratamento contra bactérias em diversas infecções. 

Os estudos têm sido desenvolvidos pela equipe do pesquisador Claudener Souza Teixeira, do Instituto de Formação de Educadores (IFE), em Brejo Santo. Claudener Souza é um dos selecionados na Chamada Pública nº 09/2020, de Bolsas de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na modalidade PQ, categoria 2 (nível inicial de pesquisador na escala de Produtividade do CNPq). O resultado foi divulgado na última terça-feira, 8. É a primeira vez que o professor é contemplado neste edital do CNPq. A bolsa produtividade na categoria 2 tem duração de 36 meses e conta com um valor mensal de R$ 1.100 destinado ao pesquisador.

 Com a pesquisa, o professor pretende isolar substâncias de sementes de plantas da região do Cariri e avaliar se a associação dessas substâncias com os antibióticos pode aumentar o efeito desse medicamento no tratamento de infecções. “Além disso, investigamos a nível molecular como essas proteínas podem interagir com os antibióticos. Todas essas informações podem permitir a produção de novos medicamentos e tecnologias a serem usadas no tratamento de doenças infecciosas”, ressaltou. 

No momento, o foco do estudo, iniciado em 2015, tem sido nas plantas Dioclea violacea, conhecida como olho de boi ou mucunã; Parkia platycephala, chamada de visgueiro; e na Vatairea macrocarpa, conhecida como amargosa. A pesquisa começou há cinco anos, quando o pesquisador ainda fazia parte da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Desde janeiro, ele está na UFCA e mais próximo da chapada. Dessa forma, ele teve como dar continuidade e intensificar os trabalhos.

Fonte: https://ufca.edu.br

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