segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Entidades discutem situação da Sub-Bacia do Salgado

 


Abastecimento de água potável e esgotamento sanitário são eixos trabalhados. Foto: José Wagner/ Deivyson Teixeira

A Sub-Bacia do Salgado, que engloba 23 municípios, foi o foco de discussões em seminário que aborda a situação das bacias hidrográficas do Ceará. Na ocasião, foram discutidos desafios e também apresentados resultados preliminares do Cenário Atual do Saneamento Básico no Ceará. Durante o Seminário, cinco eixos estiveram em evidência: abastecimento de água potável e esgotamento sanitário; saneamento rural; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; drenagem e manejo de águas pluviais urbanas; e educação ambiental para o saneamento.

A série de seminários acontece através do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Assembleia Legislativa do Ceará. Em relação ao eixo “limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos”, a técnica da Coordenadoria de Desenvolvimento Sustentável (Codes) da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Luana Bezerra, apontou que há, atualmente, 37 municípios com coleta seletiva no Ceará; “Dez com disposição final, ambientalmente adequada, 317 lixões, 55 organizações de catadores e 97 municípios com presença de catadores”.

Em relação ao eixo saneamento básico rural, dados apresentados pelo Pacto apontam que os lixões existentes nos municípios da sub-bacia do Salgado estão, na maioria, instalados na zona rural. Juntos, eles recebem 686 toneladas de resíduos diariamente. Entre os desafios apresentados, estão adequar e normatizar legislação específica para o setor de saneamento rural e implantar sistema de informações que agregue a situação atual, as demandas e as ações de saneamento rural para facilitar o levantamento do déficit e o planejamento de estratégias para a universalização.

Sobre o eixo Educação Ambiental, Sérgio Mota, educador da Coordenadoria de Educação Ambiental e Articulação Social (Coeas) da Sema, destacou como principais desafios para a questão da educação ambiental, no contexto do saneamento, “a sensibilização dos gestores sobre a importância do tema, a destinação de orçamento para possibilitar sustentabilidade das ações e dos investimentos, e a garantia, para a sociedade, de acesso à informação”.

Rosana Garjulli, coordenadora técnica do Pacto pelo Saneamento, conta que a iniciativa “tem coordenação partilhada com 15 instituições relacionadas às áreas”. Como apresentou, a realização dos seminários busca compartilhar dados, cenários, experiências e sensibilizar gestores e entidades para a temática do saneamento. O produto final, segundo Rosana, é um plano estratégico de saneamento básico, composto por cadernos divididos por eixos temáticos. 


jc 

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