sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Clima das eleições municipais ainda não chegou à Assembleia Legislativa

 

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Sem votação, sessão desta quinta-feira (08) ficou esvaziada. Foto: Marcelo Bloc/Blog do Edison Silva.

Quem resolver acompanhar atualmente uma sessão da Assembleia Legislativa do Ceará, poderá imaginar que não estamos a menos de 40 dias de uma eleição municipal. Diferentemente de outros anos, as discussões municipais não têm chegado com empolgação à Casa, pelo menos por enquanto.

Sabe-se que todo deputado estadual mantém bases em diversos municípios, tornando importantíssimas para si as eleições majoritárias municipais. Além disso, mais de uma dezena de parlamentares da Casa são diretamente candidatos a prefeito ou vice, sem falar nos que estão indiretamente ligados ao pleito, tendo esposa, pai, mãe ou algum parente próximo concorrendo.

O que se vê na Assembleia Legislativa, no entanto, são sessões esvaziadas, discutindo temas alheios ao pleito municipal. Mesmo com deputados sendo opositores diretos em alguns municípios, como em Caucaia e Iguatu, as discussões não têm chegado à Casa. Nos corredores, os parlamentares trocam abraços, falam das campanhas, mas evitam o assunto nos microfones.

O advento da possibilidade de participarem das sessões via remota, mesmo com o retorno das atividades presenciais, faz com que esse ano os deputados participem das sessões de qualquer lugar, via internet. A medida, apesar de compreensível, torna ainda menor a presença de parlamentares no plenário, prejudicando as discussões que se costumavam ver na Assembleia.

O pouco que se fala

Para não dizer que não se fala em eleição no plenário da Assembleia, uma pequena parte da já ínfima oposição na Casa tem tratado, nas últimas semanas, dos assuntos relacionados à Prefeitura de Fortaleza, ou mesmo do candidato da situação, o presidente da Casa, José Sarto Nogueira (PDT).

André Fernandes (Republicanos) sugeriu há duas semanas que Sarto beneficia na Casa os parlamentares de situação, com tratamento diferenciado aos opositores. Soldado Noelio (Pros) trouxe à tribuna a questão dos gastos do governo municipal da Capital com a construção do hospital de campanha do Estádio Presidente Vargas.

Delegado Cavalcante (PSL) falou, em pronunciamento nesta quinta-feira (08), de ações do prefeito Roberto Cláudio (PDT) relacionadas às obras que vêm sendo realizadas na cidade. Todos eles apoiam o candidato Capitão Wagner (PROS) nas eleições da Capital.

As discussões citadas, no entanto, se recebem réplica de defensores do candidato da situação, ou mesmo do prefeito Roberto Cláudio (PDT), têm ocorrido nos finais das sessões, no apagar das luzes, tendo pouca ou nenhuma repercussão no próprio plenário.  


Jornalista Edison Silva 

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