sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Alta no preço do arroz anima produtores e impulsiona plantio nas várzeas de Iguatu

 image







Enquanto muitos lamentam e ainda tentam processar o choque inicial causado pelo recente aumento no preço do arroz, alguns comemoram a alta do grão. Produtores das várzeas do Rio Jaguaribe, do Açude Orós e de lagoas em áreas rurais de Iguatu, na região Centro-Sul cearense, se animaram com a alta e já retomaram o plantio que, até então, estava reduzido. O Município é um dos principais produtores do grão no Ceará.
Na primeira quinzena deste mês, o preço de venda do quilo do cereal para os agricultores passou de R$ 1,40 para R$ 2. O cenário se mostra favorável aos produtores.
Os agricultores de base familiar e os médios e grandes produtores estão de olho na safra de sequeiro de 2021. Se o quadro favorável se mantiver, a área de cultivo de arroz irrigado no segundo semestre do próximo ano deve dobrar em relação ao período atual, saindo de 1.500 hectares para três mil hectares.

Perspectiva - Ampliar a produção de arroz não depende apenas da majoração do preço, mas de boas chuvas que garantam recargar aos reservatórios. “Se o Açude Orós chegar a 70% no próximo ano, teremos uma área de mais de três mil hectares só no entorno do reservatório”.
Quem insistiu e plantou arroz irrigado nas várzeas do rio Jaguaribe se beneficiou.

Comercialização - Na feira livre de Iguatu, o arroz desapareceu desde a semana passada.
Nos mercantis e mercadinhos, o quilo do arroz varia entre R$ 4,60 e R$ 5,10. O pacote de cinco quilos é vendido por R$ 23,99, o de melhor qualidade. “No começo do mês comprava cinco quilos por 16 reais. E não é só o arroz, outros produtos também estão subindo”.
As indústrias locais de beneficiamento de arroz também alegam dificuldades para compra do produto que tem origem em Tocantins. “Em agosto, a saca de 60 quilos custava R$ 107, mas hoje foi para R$ 135 e já falam em R$ 150”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário