terça-feira, 14 de julho de 2020

PDT tem ao menos 21 pré-candidatos com potencial de votos para a Câmara Municipal de Fortaleza

Partido Democrático Trabalhista (PDT) elegeu 11 vereadores para a Câmara Municipal de Fortaleza nas eleições de 2016, o maior número de eleitos daquele pleito. Para a disputa deste ano, a legenda projeta eleger até 13 postulantes para a Casa Legislativa, tarefa que seus próprios filiados acreditam ser difícil de ser cumprida, visto as mudanças eleitorais ocorridas na legislação vigente.
Em 2016, coligado com PROS, PTB e PP, o PDT elegeu 11 vereadores, sendo dois por média. Foto: Reprodução/ZOOM.
Em 2016, quando elegeu mais de 25% da representação parlamentar da Câmara, o partido estava coligado com outras legendas – o PP, PROS e PTB – que apesar de algumas boas votações, não elegeram um representante sequer para a Casa. Porém, contribuíram para a eleição de quadros da sigla pedetista. Ziêr Férrer e o ex-vereador Luciram Girão, já falecido, foram eleitos com as “sobras” para as vagas restantes.
Na disputa proporcional deste ano, porém, a coligação entre legendas está proibida. Ou seja, cada partido vai disputar o pleito isoladamente. Diante dessas alterações na legislação eleitoral, o presidente do PDT em Fortaleza, prefeito Roberto Cláudio, tratou de atrair o máximo de nomes com potencial de votos para a legenda, principalmente, mandatários de cargos públicos.
O objetivo era coligar somente parlamentares com mais de 8 mil votos. No entanto, como muitos demonstraram temor em ingressar na legenda, devido a robustez de seus quadros, Roberto Cláudio abriu espaço para membros com até 5 mil votos, recebidos em 2016.
No processo da “janela partidária”, quando vereadores puderam deixar suas legendas sem sofrer qualquer punição, entre março e abril passados, se filiaram ao PDT: Carlos Mesquita (ex-PROS), Paulo Martins, Raimundo Filho e Dr. Porto todos oriundos do PRTB, e Evaldo Costa, egresso do Republicanos. Antes desses, já tinham ingressado na legenda Eron Moreira, até então filiado ao PP, e Gardel Rolim, eleito pelo PPL, em 2016.
Com a morte do vereador Luciram Girão, Carlos Mesquita, até então suplente, assumiu a titularidade. Já Eron Moreira se beneficiou com a eleição de Salmito Filho (PDT) para a Assembleia Legislativa, em 2018. Dessa forma, a legenda passou a ter 16 membros na Câmara Municipal de Fortaleza.
Em entrevista ao Blog do Edison Silva, o líder do partido na Câmara Municipal, o vereador Iraguassú Filho, afirmou que todos os 16 pedetistas da Casa são pré-candidatos ao pleito deste ano, assim como ex-gestores oriundos da Prefeitura de Fortaleza e Governo do Estado. E é justamente o número de votos que teriam os ex-secretários que preocupa alguns parlamentares.
Além dos 16 do Legislativo, também estão se preparando para a disputa: o ex-secretário do Desenvolvimento Econômico, Mosiah Torgan, filho do atual vice-prefeito, Moroni Torgan; o ex-coordenador de Articulação Política, Lúcio Bruno, apontado por parlamentares como a aposta do prefeito na Câmara; e  Júlio Brizzi, até então coordenador de Políticas de Juventude da Prefeitura.
Suplentes
Marcel Girão, que foi coordenador estadual de Defesa Animal no Ceará, é outro pedetista que vai tentar uma das 43 vagas na Câmara Municipal. Ana Paula Brandão, esposa do vereador Márcio Cruz (PSD), também se filiou ao PDT a pedido do presidente da legenda. Em 2018 ela obteve mais de 25 mil votos para deputada federal, a maioria em Fortaleza.
Além desses, suplentes que obtiveram resultado considerável no pleito de 2016, e que foram inseridos na gestão de Roberto Cláudio, também devem ajudar a legenda a atingir o quociente eleitoral e eleger o maior número de parlamentares possível.
Ajudar
Vereadores pedetistas, depois das duas reuniões que tiveram com as lideranças do partido, para tratar do pleito deste ano, confessaram ao Blog do Edison Silva que estavam tranquilos com a situação, chegando a dizer que iriam ajudar o partido, e caso não sejam eleitos, a direção partidária garantiu que eles não seriam abandonados.
Em 2016, o PDT, sozinho, alcançou 208.831 votos, o que lhe garantiria a eleição de apenas sete vereadores pelo quociente partidário, uma vez que o quociente eleitoral daquele ano foi de 29.200. Com o incremente de 55.855 votos oriundos da coligação com PP, PROS e PTB, a legenda conseguiu mais duas vagas, totalizando nove eleitos. Os outros dois (Ziêr Férrer e Luciram Girão) foram beneficiados com as sobras.
Números das eleições de 2016
Total de votos do PDT  – 208.831
Total de votos da coligação PDT/PROS/PTB/PP – 264.686
Eleitos – 11 (todos do PDT)
Votação em 2016 dos vereadores hoje filiados ao PDT
Adail Júnior (PDT) – 15.912 votos
Antônio Henrique (PDT) – 13.401 votos
Iraguassú Filho (PDT) – 12.204 votos
Renan Colares (PDT) – 11.525 votos
Elpídio Nogueira (PDT) – 10.394 votos
Didi Mangueira (PDT) – 9.010 votos
Evaldo Costa (PDT) – 8.586 votos
Mairton Félix (PDT) – 8.323 votos
Jonh Monteiro (PDT) – 8.322 votos
Ziêr Férrer (PDT) – 8.134 votos
Eron Moreira (PDT) – 8.080 votos
Carlos Mesquita (PDT) – 8.042 votos
Paulo Martins (PDT) – 8.004 votos
Portinho (PDT) – 5.466 votos
Gardel Rolim (PDT) – 5.107 votos
Raimundo Filho (PDT) – 5.079 votos 
Com informações do Jornalista Edson Silva 

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