quarta-feira, 17 de junho de 2020

Governo, indústria e comércio trabalham juntos pelo andamento do Plano de Retomada


Implementado desde o início deste mês no Ceará, o Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais segue na Fase 1 em Fortaleza e na Fase de Transição nos demais municípios do Estado.
 Para que ele avance, é necessário que os setores da economia e a população em geral cumpram rigorosamente os protocolos de retomada definidos pelo Governo do Ceará, a fim de evitar aumento no número de casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Esse entendimento foi compartilhado pelo secretário executivo de Planejamento e Orçamento da Secretaria do Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag-CE), Flávio Ataliba, pelo presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, e pelo presidente do Sistema Fecomércio no Estado, Maurício Filizola, que participaram, na tarde desta segunda-feira (15) do webinário “A reabertura do comércio e a economia no Ceará”, realizado pela plataforma Agir Brasil – Todos contra o coronavírus.
Na ocasião, o secretário Flávio Ataliba lembrou que o Plano de Retomada foi construído a partir do entendimento comum do Governo do Ceará e da iniciativa privada de que não se pode fechar a economia por muito tempo, mas que a reabertura deve ocorrer de forma responsável. Assim, foram definidos os protocolos de retomada e estabelecidos critérios para a reabertura por fases, iniciando pelas atividades com menor risco sanitário e maior impacto econômico. “O Plano foi pensado para permitir a retomada econômica e, ao mesmo tempo, evitar o avanço descontrolado do novo coronavírus no Ceará. Mas a população também precisa se conscientizar de que, embora tenhamos iniciado o processo de reabertura, o vírus não foi embora e nós ainda teremos que conviver com ele por algum tempo”, afirmou
O presidente da Fiec destacou que os protocolos são “rigorosíssimos”, pois o objetivo do Governo e da iniciativa privada é retomar a atividade econômica de forma segura, liberando para o trabalho cerca de 600 mil pessoas e, ao mesmo tempo, garantindo que a situação sanitária do Estado evolua positivamente. “Precisamos ter muito cuidado com os colaboradores para impedir o avanço do coronavírus. Nós nos preocupamos com isso e estamos cumprindo todos os protocolos do Governo do Estado. O setor sempre se preocupou com seus colaboradores e, neste momento, não é diferente. As indústrias estão adotando todas as medidas necessárias para manter a segurança dos trabalhadores, como a adaptação das suas plantas para garantir o distanciamento social. Além disso, pretendemos testar 7% do total de colaboradores da indústria cearense, que hoje gira em torno de 300 mil pessoas. Esse percentual é maior que o da Coreia do Sul, que testou 5% dos trabalhadores da indústria”, disse Cavalcante, acrescentando que as entidades que representam o setor estão acompanhando de perto a retomada das atividades.
O presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, disse que 7% dos cerca de 300 mil trabalhadores da indústria no Ceará farão o teste para saber se estão ou se já foram infectados pelo novo coronavírus. O percentual é maior que o registrado na Coreia do Sul, onde, de acordo com ele, foram testados 5% dos trabalhadores da indústria
Já o presidente do Sistema Fecomércio lembrou que o setor começou a desenhar seus protocolos de funcionamento desde o início da pandemia, o que ajudou a manter a operação adequada de segmentos essenciais, como supermercados e farmácias, bem como contribuiu para a construção do Plano de Retomada. “Nossa primeira ação foi explicar aos trabalhadores como o vírus de dissemina. Também orientamos sobre os cuidados no deslocamento para o trabalho e para casa, sobre o distanciamento no atendimento aos clientes, limpeza do local de trabalho, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) etc. Na fase de transição e na Fase 1 do Plano, essas orientações foram repassadas pelos sindicatos aos empresários que, por sua vez, repassaram aos trabalhadores”, contou Maurício Filizola. “Nós temos ainda o vírus circulando. Então, essa preocupação é pertinente para não gerarmos um ciclo posterior de contaminação. Cada um deve fazer a sua parte para termos continuidade das fases seguintes com toda segurança”, acrescentou.
O presidente do Sistema Fecomércio, Maurício Filizola, destacou que o setor trabalhou desde o início da pandemia para estabelecer protocolos que permitissem o funcionamento dos segmentos essenciais, como farmácias e supermercados. O setor também contribuiu para a elaboração do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais no Ceará
Risco de segunda onda
O secretário executivo Flávio Ataliba reforçou que esta semana é determinante para definir se Fortaleza prosseguirá para a Fase 2 do Plano de Retomada. A decisão dependerá do comportamento dos indicadores de saúde na Capital. Os mesmos indicadores também determinarão o andamento do Plano no restante do Estado, onde a fase de transição foi prorrogada.
Ele alertou novamente para que a população e os empresários sigam rigorosamente as orientações do Governo no processo de abertura das atividades econômicas e comportamentais fim de evitar um retrocesso na execução do Plano e uma segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus. “A história nos mostra, pelas pandemias anteriores, que a segunda onda de contaminação é sempre mais grave. Por isso, é preciso haver um comportamento adequado diante da pandemia. Se a população não tomar consciência de que esse processo tem que ter feito de forma responsável, há, sim, o risco de aumento da taxa de contágios”, afirmou.
Decreto renovado
Em transmissão ao vivo pelas redes sociais, o governador Camilo Santana anunciou, no último sábado (13), a prorrogação por mais sete dias do decreto que mantém Fortaleza na Fase 1, decisão que foi tomada com base em dados científicos, após reunião com as equipes de saúde, presidentes do Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual e Federal, além do prefeito Roberto Cláudio.
Na ocasião, o governador também anunciou que a região Norte do Estado segue em regime de Isolamento Social Rígido e fez uma série de recomendações para a Região do Cariri.

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