quarta-feira, 10 de junho de 2020

Fogão agroecológico reduz pela metade os gastos com gás de cozinha



Na subida de um serrote da comunidade Santa Luzia, mora a agricultora Maria de Lima Silva, de 59 anos, junta ao esposo Gerardo Elias da Silva, 61, e mais oito filhos. A família é atendida com Assistência Técnica Contínua pelo Projeto Paulo Freire há quatro anos e foi contemplada com a implantação de um fogão agroecológico. O equipamento eliminou a fumaça que, antes, circulava por dentro da casa e contribuiu para preservação do meio ambiente na cidade de Sobral.

Outro benefício é econômico. O consumo de gás de cozinha reduziu em decorrência do maior uso do fogão agroecológico: o gás custava R$ 75,00 ao mês para família e, hoje, meio botijão é mais que suficiente para dar conta da cozinha. D. Maria representa uma das 26 famílias da comunidade Santa Luzia acompanhadas pelo Cetra. O grupo foi também contemplado com projeto produtivo em avicultura caipira e quintais produtivos, além do reuso d´água de cinzas domiciliares.

Em todo Ceará, o Projeto Paulo Freire atende à 232 famílias com a implantação de fogões agroecológicos em oito comunidades rurais. A instalação do equipamento para cada família custa aos cofres estaduais apenas R$ 1.150, embora o preço varie, conforme disponibilidade de material e preço da mão de obra. “É mais qualidade de vida para essas mulheres”, observa Íris Tavares, coordenadora do projeto.

“A tecnologia empregada pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário utiliza uma câmara de combustão, que possibilita um processo de queima da lenha com o mínimo de fumaça. Essa é expelida por meio de uma chaminé, reduzindo o consumo de lenha e circulação de fumaça e fuligem para dentro das casas”, completa citando a eficiência da tecnologia social.

O Projeto Paulo Freire tem como objetivo reduzir a pobreza e elevar o padrão de vida de agricultores e agricultoras familiares em 31 municípios cearenses, através da inclusão social e econômica de forma sustentável. Os municípios possuem os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado e o público prioritário do projeto são jovens, mulheres, povos e comunidades tradicionais.

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