sábado, 6 de junho de 2020

A versão 2020 do São João: mesmo sem festas, empresas investem em comidas típicas para aumentar as vendas

A MENU BRANDS vai apostar na venda de comidas típicas
A MENU BRANDS vai apostar na venda de comidas típicas
A versão 2020 do São João vai ser em casa. Mas mesmo com a pandemia do novo coronavírus, empresas se mobilizaram para trazer a festa para o lar dos cearenses, com entrega das comidas via delivery e venda de produtos típicos nos supermercados.

O diretor do grupo Menu Brands, que administra o restaurante Típico Brasil, Tiago Diógenes, reforça a importância de proporcionar uma experiência interessante ao consumidor no período junino. "A nossa intenção é levar ao cliente um momento bacana.

 Trabalhamos com a perspectiva da comida afetiva, tanto que já temos no cardápio pratos típicos da festa junina. Então nós preparamos uma surpresa aos nossos clientes, que consiste em embalar as comidas em tecido chita (usado em roupas de São João) e também levar milho cozido como cortesia".
Tiago Diógenes, da Menu Brands
Foto: JÚLIO CAESAR
Tiago Diógenes, da Menu Brands
Além de pedidos de comidas prontas via delivery, há também a opção de preparar receitas em casa. O gerente comercial dos Mercadinhos São Luiz, Evaldo Carneiro, espera um aumento de vendas para este período de festa junina. "Por ser um momento bem diferente de tudo que já vivemos, não temos uma expectativa definida, em termos percentuais, mas acreditamos no crescimento das vendas de produtos como floco de milho, coco, milho, fermento, farinha, entre outros insumos básicos utilizados nas receitas juninas", detalha.


Já o dono da rede Pinheiro Supermercado, Honório Pinheiro, aposta em um cardápio com comidas juninas para atrair o interesse do consumidor. "Em todas as nossas lojas, nós temos o menu do São João. Comidas preparadas para as pessoas levarem para comer em casa, tendo em vista que a área de gastronomia das lojas estão fechadas. Esperamos uma venda razoável dessas comidas, visto que a cultura dos pratos é muito forte no Estado".

"As vendas dos supermercados cresceram em torno 15% nos últimos meses. O desempenho de vendas do período junino ainda é uma surpresa, não sabemos como o consumidor vai se comportar. Entretanto, é bem provável que tenha um crescimento durante o São João também aliado à tendência de aumento já observada no momento atual", ressalta o diretor de Patrimônio da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Engel Rocha.

E apesar de ausência das festas no Estado, a comemoração não deixará de acontecer, conforme destaca a auxiliar de almoxarifado, Letícia Fonseca, 20. "Neste ano, o São João vai ser bem diferente do que nos outros. A minha família sempre gostou bastante de comemorar essa data, mas devido à pandemia, tivemos que repensar e inovar nas comemorações. Estamos organizando um São João em casa, vamos colocar músicas ou assistir alguma live com esse tema, algumas decorações improvisadas, além de pedir comida típica via delivery e preparar algum prato em casa".

Para o economista Ricardo Eleutério, são inevitáveis os impactos econômicos causados com a não realização dos festejos. "A ausência do São João tradicional terá um impacto negativo sobre renda, emprego e arrecadação tributária, bem como as outras atividades interrompidas. O evento gera comercialização de bebidas, alimentos, produção de roupas. Com a não realização, temos renda e geração de emprego menor. Até os empregos transitórios gerados neste período não existirão neste ano".
 
            
Pedidos
 
Dentre as comidas mais pedidas no São João estão: bolo de milho verde, cuscuz, canjica, pamonha, quebra queixo, pé de moleque e vatapá.


O O POVO 

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