Crédito: Whyn Castro / Federação União Progressista
A Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, confirmou, na manhã deste domingo, 26, em convenção, o apoio à chapa do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) para governador. No entanto, a decisão foi motivo de divergência entre a Federação e os partidos que a compõem.
Presidente estadual do União Brasil, o deputado federal Moses Rodrigues afirmou neste domingo, 26, durante a convenção, que houve divergência entre o que o União Brasil e o PP decidiram em suas convenções individuais, mais cedo no dia, e o que foi definido pela Federação União Progressista.
Segundo o presidente partidário, tanto a aliança com Ciro Gomes quanto a presença do ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil) na vice-governadoria da chapa não foram de acordo com a decisão dos partidos integrantes da federação.
Explicando que a federação é um instrumento ainda muito novo, Moses esclareceu que o apoio ao governador Elmano de Freitas (PT) na campanha dos governistas federados depende do parecer jurídico. O parlamentar afirmou que a situação será analisada pelo departamento jurídico dos partidos. No entanto, ele explica que a análise ocorrerá somente após a publicação das atas das convenções.
Os posicionamentos constarão nessas atas.“Tudo isso é muito novo. A federação é um instrumento ainda muito novo. Tudo isso vai ser analisado após a publicação das atas das convenções", confirmou.“Nós vamos analisar juridicamente o que pode ser feito quanto à questão das candidaturas proporcionais, caso
As convenções internas dos partidos União Brasil e Progressistas ocorreram antes da convenção da federação e deliberaram por unanimidade pelo apoio a Elmano de Freitas (PT).Conforme explica Moses, ata apresentada na convenção pedia pela coligação com o Partido dos Trabalhadores, para uma eventual participação na chapa de Elmano.Pedido também foi feito no documento registrado pelo Progressistas, sob a presidência do deputado federal AJ Albuquerque no Ceará.
As atas foram entregues ao comando da federação, no qual o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) ocupa. Wagner as recebeu, porém discordou do encaminhamento e confirmou o apoio a Ciro.“Nós fizemos esses encaminhamentos durante a convenção e depois na convenção do União Progressista, que deliberou de forma diferente do que os dois partidos que compõem União Progressista", disse.Moses destacou que a federação indicou nomes para a chapa majoritária, como o do ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil), "a contragosto" do União Brasil e do PP, que não aprovaram a composição em suas próprias convenções.
O POVO
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