
André Barreto | Foto: Guto Vital/ Portal Miséria
Rogério Brito
O prefeito do Crato, André Barreto (PT), afirmou nesta sexta-feira (3) que recebeu “com surpresa, mas também com serenidade” a decisão da Justiça Eleitoral que determinou a cassação de seu mandato e do vice-prefeito, Dr. Leitão (PT), por abuso de poder político nas eleições de 2024.
A declaração foi dada durante a entrega das obras de duplicação do Contorno do Crato, uma semana após a sentença de primeira instância. André reforçou que confia na reversão da decisão pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), onde o caso será analisado após a apresentação do recurso.
“[Recebi] com surpresa [a decisão], mas também com serenidade. Eu tenho plena consciência de que nem eu, nem o vice-prefeito, nem o ex-prefeito Zé Ailton contribuímos de forma nenhuma para manchar esse processo, para quebrar a lisura do processo eleitoral. Muito pelo contrário. Essa sempre foi uma preocupação nossa de obedecer as regras”, afirmou.
O prefeito também disse acreditar que o colegiado do TRE-CE reformará a sentença e manterá o resultado das urnas.
“Eu tenho plena confiança que o colegiado do TRE vai rever essa decisão e vai respeitar a legitimidade, a decisão legítima da maioria do eleitorado cratense, que foi manifestada em 2024 com a eleição de André e Leitão para o mandato de prefeito aqui do Crato”, completou.
Cassação
Na última semana, a Justiça Eleitoral do Crato cassou os mandatos de André Barreto e Dr. Leitão por entender que houve abuso de poder político relacionado à intervenção do Município na execução do contrato de concessão dos serviços de água e esgoto da Ambiental Crato durante o período eleitoral de 2024. A ação foi movida pela Coligação Muda Crato (União Brasil/PL).
Na sentença, o juiz Josué de Souza Lima apontou que, às vésperas da eleição, a Procuradoria-Geral do Município solicitou à concessionária a suspensão de atividades de fiscalização, aplicação de multas e cortes no fornecimento dos serviços, medida que, segundo a decisão, beneficiou parte do eleitorado sem respaldo legal.
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