Dirigentes nacionais do PL temem que crise interna comprometa agenda de Michelle e Flávio Bolsonaro no Ceará

 


                                                Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

As preocupações na cúpula nacional do PL aumentaram diante do agravamento da crise interna no partido no Ceará. Dirigentes da legenda avaliam que os conflitos envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal André Fernandes e aliados locais podem prejudicar a agenda conjunta de Michelle e do senador Flávio Bolsonaro, marcada para o próximo dia 10 de julho, em Fortaleza.

O evento foi planejado para marcar o lançamento da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro no Estado e apresentar oficialmente os nomes do partido para a disputa ao Senado: o pastor Alcides Fernandes e a deputada federal Priscila Costa.

MICHELE X FLÁVIO

Sem harmonia entre Michele e Flávio, cresce o temor de que o encontro, concebido para demonstrar unidade partidária, seja ofuscado pelo aprofundamento das divergências internas, expondo ainda mais o racha no PL cearense.

A escalada da crise ganhou força após as novas declarações de Michelle Bolsonaro contra o deputado federal André Fernandes. A ex-primeira-dama tem defendido publicamente a candidatura de Priscila Costa ao Senado e rejeita qualquer aliança do partido com o pré-candidato do PSDB ao Governo do Ceará, Ciro Gomes, no primeiro turno.

DISPUTA AO SENADO

André Fernandes, por outro lado, concentrou esforços na construção da pré-candidatura do pai, pastor Alcides, ao Senado, dentro de uma estratégia política que inclui aproximação com Ciro Gomes.

A deputada Priscila Costa, que teve participação decisiva na articulação do evento de julho, também demonstrou, em diferentes momentos, desconforto por se sentir afastada das negociações conduzidas pelo grupo liderado por André Fernandes.

Diante do cenário, interlocutores da Executiva Nacional passaram a atuar para conter a crise e evitar desgastes à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A avaliação é de que a participação ativa de Michelle continua sendo estratégica, especialmente junto ao eleitorado feminino e evangélico.

Postar um comentário

0 Comentários