PT ainda não tem martelo batido sobre estratégia para vagas ao Senado no Ceará

 


DIRETÓRIO estadual do PT poderá se reunir nos próximos dias para discutir as articulações

DIRETÓRIO estadual do PT poderá se reunir nos próximos dias para discutir as articulações / Crédito: Daniel Galber/Especial para O POVO


O diretório estadual do Partidos dos Trabalhadores (PT) poderá se reunir nos próximos dias para discutir as articulações para a disputa eleitoral deste ano. A sigla no Ceará deverá realizar o encontro após o Congresso Nacional do PT, que será realizado neste mês.

De acordo com o deputado estadual De Assis Diniz (PT), o partido ainda não realizou discussões após José Guimarães (PT) assumir o cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Lula. O deputado afirmou que o diretório estadual poderá se reunir após o 8º Congresso Nacional do PT, marcado para ocorrer entre os dias 24 e 26 de abril em Brasília. Na ocasião, De Assis também assume a vice-presidência nacional da sigla, após indicação de Guimarães.


 O novo ministro de Lula tomou posse na SRI na última terça-feira, 14. Líder do Governo na Câmara dos Deputados, o petista realizava articulações para a corrida ao Senado.

Em dezembro de 2025, ele afirmou que o PT nacional “não abria mão” da pré-candidatura dele. Ainda no ano passado, em entrevista ao podcast Jogo Político, do O POVO, o ministro chegou a manifestar disposição para levar a questão para a disputa interna no voto dentro do PT.

Com a ida de Guimarães para o ministério e a saída da deputada federal Luizianne Lins (Rede) do partido, o PT não tem pré-candidatos ao Senado Federal. O amplo arco de alianças do governador Elmano de Freitas (PT) ainda conta com pré-candidatos de outros partidos para a disputa: os deputados federais Júnior Mano (PSB) e Eunício Oliveira (MDB), o presidente estadual do Republicanos, Chiquinho Feitosa (Republicanos).

O senador Cid Gomes (PSB) aparece entre os cotados para uma das vagas. Porém, o ex-governador já indicou que não deseja tentar reeleição e defende o nome de Júnior Mano para a disputa. 

O PSD também busca espaço na chapa majoritária, com o presidente do partido no Ceará e ex-secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho (PSD), como possibilidade. O ex-secretário da Casa Civil, Chagas Vieira (PDT), também seria uma aposta do grupo ligado ao senador Camilo Santana (PT).

Questionado pelo O POVO neste domingo, 19, sobre o cenário da disputa pela Câmara Alta com a saída de Guimarães, o deputado estadual Guilherme Sampaio (PT) afirmou que os partidos da base “discutirão no momento oportuno a melhor composição para fortalecer a chapa e assegurar a continuidade do projeto político em curso”. O parlamentar também avaliou que o grupo tem como “trunfo” nomes com “força política e eleitoral”.

“Nossa aliança tem como trunfo a disposição de vários nomes com força política e eleitoral, aptos a serem candidatos. Portanto, a lógica que presidirá essa definição é o diálogo, tendo como pressuposto a maior representatividade política para favorecer a vitória eleitoral da chapa”.

O ex-deputado estadual Acrísio Sena (PT) avaliou que a saída de Guimarães da disputa traz “um cenário novo" que o partido ainda não discutiu. Ele também destacou que a prioridade da sigla é a reeleição de Elmano, mas indiciou que o novo cenário exige uma “reflexão aprofundada”.

“Traz um cenário novo em que o PT do Ceará ainda não debateu. Precisamos avaliar a composição da chapa majoritária com os nossos líderes Camilo e Elmano e tomarmos uma decisão que unifique o partido para a disputa. A prioridade do PT sempre foi a reeleição do governado Elmano. Mas, com certeza este novo cenário do Senado precisa de uma reflexão aprofundada no PT”.

Já a deputada estadual Larissa Gaspar (PT) reafirmou o apoio ao nome de Luizianne Lins para o Senado. 

“Eu defendo a candidatura da companheira Luizianne Lins. É o nome que melhor representa a esquerda do Ceará, é uma mulher de luta, combativa, com plenas condições de fazer a defesa do governo do presidente Lula e de assegurar investimentos pro nosso Ceará!”, disse a deputada.

Antes mesmo da deputada federal decidir deixar a sigla petista, Gaspar já expressava apoio ao nome de Luizianne para o cargo, defendendo a presença de mais mulheres na política. Assim como a ex-prefeita, a deputada estadual recebeu convites de filiação da Rede Sustentabilidade e do Psol, mas diferente da ex-prefeita, decidiu seguir no PT.


                                                    o povo 

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