
Os municípios do Ceará enfrentam um processo crescente de redução do atendimento presencial nos bancos, resultado da estratégia das instituições financeiras de ampliar os serviços digitais, reduzir custos operacionais e aumentar a lucratividade. O movimento tem gerado preocupação entre moradores, comerciantes e beneficiários do INSS, especialmente nas cidades menores, onde o acesso a serviços bancários presenciais ainda é essencial.
Dados do Sindicato dos Bancários do Ceará mostram que, entre 2022 e 2026, foram fechadas 117 agências bancárias no estado, reforçando a tendência de substituição do atendimento físico por plataformas virtuais.
APREENSÃO: TRAIRI E VIÇOSA
Em algumas cidades, a situação gera apreensão ainda maior. Em Viçosa do Ceará, os clientes do Bradesco já foram informados de que, a partir do próximo dia 20 de março, o atendimento passará a ser feito apenas na agência de Tianguá, obrigando os usuários a se deslocarem para outro município.
O mesmo ocorre no município de Trairi, no Vale do Curu. Com o fechamento da agência do Bradesco, os moradores passarão a buscar atendimento bancário na cidade vizinha de Paraipaba, o que tem provocado preocupação entre a população e o comércio local.
Em Parambu, no Sertão dos Inhamuns, a situação teve um desfecho temporário diferente. O prefeito Rômulo Noronha anunciou que, pelo menos por enquanto, o banco decidiu adiar o fechamento da agência no município, após mobilização da gestão municipal e de lideranças locais.
o fechamento das agências representa um golpe duro para a economia dos pequenos municípios, que dependem do movimento bancário para manter atividades comerciais e serviços.
Segundo ele, apesar das dificuldades enfrentadas pela população, o avanço da digitalização no sistema financeiro indica que a redução das agências físicas tende a continuar, exigindo adaptação das comunidades e maior atenção das autoridades para garantir acesso aos serviços bancários.
Ceará Agora
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