Lideranças de caminhoneiros decidiram, em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (19), em Santos (SP), não deflagrar paralisação nacional da categoria, apesar da forte insatisfação com o aumento do preço do diesel e a defasagem nos valores do frete.
A decisão foi tomada após reunião no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), com participação de diversas entidades representativas, que optaram por manter o diálogo com o governo e acompanhar a evolução do mercado de combustíveis.
Entre as entidades, a Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) e o próprio Sindicam defenderam cautela, mesmo diante do cenário de pressão econômica enfrentado pelos profissionais do transporte.
Nos bastidores, a possibilidade de greve vinha gerando preocupação no governo federal, principalmente pelo histórico recente de paralisações que impactaram o abastecimento e a economia do país — sobretudo em um momento pré-eleitoral.
O principal foco de tensão continua sendo o alto custo do diesel, apontado pelas lideranças como fator que compromete a rentabilidade da atividade e dificulta a sustentabilidade do setor.
Governo reage com novas medidas
Em meio à ameaça de paralisação, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que endurece a fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete.
A nova regra torna obrigatório o uso do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as operações, permitindo à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) monitorar, em tempo real, os valores pagos e até bloquear fretes abaixo do mínimo legal.
A medida entrou em vigor imediatamente, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias.
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