Cariri no epicentro da seca: maioria das cidades apresenta seca extrema ou grave e cenário é o pior em 7 anos

 



              Foto: EBC

O Ceará voltou a enfrentar um dos momentos mais críticos da última década em relação à estiagem. Segundo o Monitor de Secas, divulgado com participação da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 68 municípios cearenses estão em situação de seca extrema (S3) — o pior cenário desde fevereiro de 2019.

A pré-estação chuvosa ficou 37% abaixo da média histórica, e o impacto já é sentido em todas as regiões do Estado. Desde julho de 2023, todos os municípios cearenses apresentam algum nível de seca.

🚨 CARIRI ENTRE AS REGIÕES MAIS AFETADAS
A situação é especialmente preocupante na região do Cariri, onde importantes municípios aparecem na lista de seca extrema:


📍 Cidades do Cariri em SECA EXTREMA (S3)
• Abaiara
• Araripe
• Aurora
• Baixio
• Barbalha
• Brejo Santo
• Crato
• Ipaumirim
• Jardim
• Jati
• Lavras da Mangabeira
• Mauriti
• Milagres
• Missão Velha
• Penaforte
• Porteiras
• Salitre
• Santana do Cariri
O quadro atinge diretamente agricultura familiar, pecuária, abastecimento rural e pequenos produtores.

⚠️ Outras cidades do Cariri em alerta
Além da seca extrema, outros municípios da região aparecem em níveis preocupantes:

🔴 Seca Grave (S2)
• Campos Sales
• Caririaçu
• Juazeiro do Norte
• Nova Olinda
• Potengi
🟠 Seca Moderada (S1)
• Altaneira
• Antonina do Norte
• Assaré
• Farias Brito
• Granjeiro
• Jucás
• Saboeiro
• Tarrafas
• Várzea Alegre
• Quixelô
Ou seja: praticamente todo o Cariri enfrenta algum grau de estiagem.

🌡️ Calor agrava ainda mais o cenário
De acordo com especialistas da Funceme, além da falta de chuvas, as altas temperaturas intensificam a evaporação, gerando estresse na vegetação e agravando os impactos. “Seca é impacto”, reforça o órgão.

💧 Reservatórios preocupam
Dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) mostram que apenas cinco açudes no Estado estão com volume acima de 90%.
Enquanto isso, 39 reservatórios estão abaixo de 30%, incluindo o Açude Castanhão, o maior do Ceará, com apenas 20,3% da capacidade.
No Cariri, o cenário exige atenção redobrada para evitar colapso hídrico no segundo semestre.

🌧️ Esperança na quadra chuvosa, mas preocupação continua
A quadra chuvosa (fevereiro a maio) pode amenizar temporariamente a situação. No entanto, especialistas alertam que o segundo semestre pode ser ainda mais desafiador, caso os volumes não se recuperem de forma consistente.
O Ceará não registra seca excepcional (S4) desde 2018, mas o retorno da seca extrema já acende o sinal vermelho.
O alerta está dado: o Cariri está no mapa da crise hídrica de 2026. 

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