Atletas de Iguatu fizeram história na centésima São Silvestre

 



Os atletas iguatuenses que participaram da 100ª edição da corrida de São Silvestre fizeram história. Foi o maior número de atletas de uma mesma cidade do Ceará numa edição da prova: 11 no total. Além dos sete noticiados anteriormente, outros quatro conseguiram se inscrever de última hora e participaram também. Entre esses Raimundo Nogueira ‘Nogueirinha’, que realizou um sonho pessoal, participar de uma corrida de São Silvestre aos 67 anos.

Assim como Nogueirinha, cada atleta levou para as ruas da cidade paulistana sonhos, esperanças e o desejo de finalizar a prova. Francisco Aurício Maia de Oliveira ‘Maia’, Francisco Ricardo, ‘Cangaceiro’, Fábio George, José Amilton Gomes, Rafael Alencar, Márcia Elândia, Hilário Francelino, Raimundo Nogueira, Vanessa Bezerra, Erandi e Cláudia Castro. Francisco Ricardo da Silva comemorou os 25 anos de participação na prova com o personagem ‘Cangaceiro’, um recorde histórico também.

Um dos orgulhos dos atletas foi estampar a bandeira com as cores de Iguatu durante o percurso e nos registros fotográficos de final de prova. A bandeira de Iguatu não era apenas um símbolo de civismo, era também uma motivação e um entusiasmo de estar representando a cidade na edição monumental da São Silvestre.

Personagens

Rafael Alencar, que estava receoso em participar, por causa dos problemas na coluna, superou as dores e conseguiu fechar o circuito da corrida. Para ele, um dos momentos marcantes foi ver um amigo que segue nas redes sociais: ‘Mamute’, com seus 200 quilos finalizar a prova com um tempo aproximado de 7 horas. “Emocionante demais a gente ver tantas histórias de superação, como a do Mamute e até a minha própria, isso foi incrível, me emocionei de verdade”.

Hilário Francelino, que voltou a São Silvestre uma década depois, resumiu em poucas palavras o que sentiu. “Sensacional participar da São Silvestre, apesar do intenso calor, valeu a pena cada quilômetro. É uma corrida bonita, uma festa bonita cheia de fantasias e bem delimitada também”.

Aurício Maia registrou que um dos momentos mais emocionantes foi cruzar as avenidas Ipiranga e São João, imortalizadas na letra da música ‘Sampa’ de Caetano Veloso. Para ele, emocionante também foi visualizar o ponto de chegada e saber que havia concluído o percurso.

José Amilton Gomes fez um dos relatos mais autênticos: “A sensação é inesquecível, e viver todo o clima desde a preparação até a hora de fazer todo o percurso da corrida vai ficar gravado na minha mente. Eu me preparei para chegar lá e concluir, finalizar bem a prova. A centésima corrida da São Silvestre vai ficar marcada no meu quadro de medalhas como a mais importante, ela vai ter um lugar especial”.

Fábio George, que preside a Associação dos Corredores de Iguatu, frisou que foi sensacional e poder cooperar para que outros atletas pudessem ir também não tem preço. “Minha alegria maior foi poder realizar o sonho de outros corredores. Estou feliz demais, porque pela primeira vez Iguatu conseguiu colocar 11 atletas participando de uma mesma edição da são Silvestre”, finalizou.

                                                                Jornal a Praça 

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