Associação contempla caririenses em vulnerabilidade pelo HIV com vale-gás e kits de higiene

Um projeto vem sendo desenvolvido pela Associação Caririense de Luta Contra AIDS para beneficiar a população que em em vulnerabilidade social perante condição do HIV e Aids na região. A iniciativa tem feito doações de medicamentos, cestas básicas e vale-gás de cozinha, dentre tantos outros produtos e serviços essenciais diante da situação pandêmica da Covid-19.

 Associação contempla caririenses em vulnerabilidade pelo HIV com vale-gás e kits de higiene

De acordo com a organização, além das medidas protetivas em combate ao novo coronavírus para pessoas que pertencem ao grupo de risco, deve-se atenção especial a pacientes que convivem com o vírus do HIV e Aids, justamente devido a exposição a diversos fatores que podem influenciar o risco de complicações caso contraiam a SARS-CoV-2.

A associação tem feito em parceria conjunta com AHF Brasil, Coordenadoria Ecumênica e Serviço CESE e Fundo ELAS, juntamente com parceiros, ações locais em Juazeiro do Norte, Crato e Lavras da Mangabeira. Nas ações realizadas, foram feitas entregas à domicílio de medicação nas residências das pessoas vivendo com HIV/AIDS; Distribuição cestas básicas de alimentos, bem como material de limpeza e higiene pessoal, máscaras de proteção, álcool em gel a 70% e gás de cozinha para esse público.

Juntamente a esta ação, ocorreu também a distribuição de mais de 20 vales gás solidário, 300 cestas básicas , 100 kits de álcool gel com mascarás caseiras e ainda kits de higiene pessoal nestes municípios. Serviços como atendimento jurídico e social através de contato por telefone, aplicativo de mensagens e e-mail para tirar dúvidas sobre o CADúnico, os horários de entrega de medicação, auxílio emergencial do governo e locais de atendimento em casos suspeitos de coronavírus também são feitos a esta população, auxiliando assim o sistema de saúde e serviços de cada localidade.

Para Ana Pereira, assessora jurídica da associação, o estigma, preconceito e a discriminação só trazem aspectos negativos e exclusão social, intensificando ainda mais as vulnerabilidades sociais existentes na sociedade. “Isso faz com que as pessoas tenham medo de procurar por informações, serviços e métodos que reduzam o risco de infecção e de adotar comportamentos mais seguros com receio de que sejam levantadas suspeitas em relação ao seu estado sorológico. A falta de preparação de alguns profissionais da saúde e os preconceitos exalados pela sociedade também afasta a população LGBTQI+ dos serviços de saúde. O estigma que tem se criado em relação ao COVID-19 trará dificuldades semelhantes, por isso é preciso mais empatia e menos discriminação.”, relata a advogada.

Sobre esse aspecto, Ronildo Oliveira, coordenador da associação, também destaca a ausência de atuação do estado neste contexto de atendimento específico. “Aqui no Ceará, o hospital de referência para o HIV/Aids – São José e o serviço de infectologia do estado, historicamente sucateados, são hoje referências para a Covid-19. O acesso ao tratamento das pessoas vivendo com HIV se tornou mais precário. E a falta de EPIs deixa esses pacientes mais vulneráveis a contaminação.”, afirma.
As ações continuam sendo realizadas, e os interessados podem contactar a associação através dos telefones (88) 99911-5073, 99911-5073 ou 98857-4680, para contribuir com a iniciativa.

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