terça-feira, 3 de novembro de 2020

PF cumpre 27 mandados em investigação sobre suposto desvio de recursos públicos no Hospital do PV

 

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FORTALEZA, CE, BRASIL, 05.10.2020: Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas, no bairro Benfica (Foto: Aurelio Alves/ O POVO)

Operação da Polícia Federal que apura suposto desvio de recursos públicos destinados ao combate do coronavírus em Fortaleza, com foco no Hospital de Campanha montado no Estádio Presidente Vargas, cumpre 27 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, São Paulo e Pelotas. A ação ocorre na manhã desta terça-feira, 3, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU).

A operação partiu de um Inquérito Policial instaurado em junho de 2020 para apurar crimes de corrupção, malversação/desvio de recursos públicos federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação no contexto do enfrentamento à Covid-19 na Capital. 120 policiais federais e 22 servidores da CGU estão na rua cumprindo os mandados. 

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Agentes estão cumprindo 27 mandados de busca e apreensão (Foto: Polícia Federal)


A Polícia Federal apontou indícios de suposta atuação criminosa de servidores públicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Fortaleza, além da participação de gestores e integrantes da comissão de acompanhamento e avaliação do contrato de gestão. Dirigentes de organização social paulista contratada para gestão do hospital de campanha e empresários também são alvos. 



Investigação

 

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Agentes estão cumprindo 27 mandados de busca e apreensão (Foto: Polícia Federal)

 

A investigação, de acordo com a PF, demonstrou indícios de fraude na escolha da empresa contratada em dispensa de licitação, assim como a compra de equipamentos de empresa de fachada. As diligências teriam pontado também a má gestão e fiscalização da aplicação dos recursos públicos no hospital de campanha e sobrepreço nos equipamentos adquiridos, comparando-se com outras aquisições nacionais sob mesmas condições no contexto de crise pandemia.

Conforme a Polícia Federal, os prejuízos aos cofres públicos podem ser superiores a R$ 7 milhões de reais, tendo sido autorizado pela Justiça Federal o bloqueio desses valores em contas das pessoas jurídicas investigadas. As investigações continuam com análise do material apreendido na operação policial e do fluxo financeiro dos suspeitos.

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Agentes estão cumprindo 27 mandados de busca e apreensão (Foto: Polícia Federal)

Caso sejam condenados, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, ordenação de despesa não autorizada por Lei e organização criminosa, e podem cumprir penas de até 33 anos de reclusão.

"Nós fomos pegues de surpresa, mas a investigação é muito bem vinda. Estamos disponíveis para qualquer investigação, para que os esclarecimentos sejam feitos de forma adequada, comentou sobre a investigação a secretária adjunta da SMS Ana Estela Fernandes Leite. O POVO entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e com a Prefeitura de Fortaleza e aguarda retorno. 

o  Povo 

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