quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Bolsonaro abandona campanhas no 2° turno. Ciro e Lula apoiam candidatos nas 57 cidades com disputa

 


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O presidente Jair Bolsonaro abandonou a disputa eleitoral no 2° turno, inclusive, no Rio de Janeiro, seu território político, onde o prefeito Crivella disputa a reeleição. A decisão de Bolsonaro deixou na orfandade política vários candidatos de direita pelo Brasil. 

O pânico no Palácio do Planalto é ligar derrotas na maioria das 57 cidades ao presidente Bolsonaro. No 1° turno, candtdatos apoiados por Bolsonsro foram derrotados, após o presidente anunciar apoio. Os que chegaram ao segundo turno estão se afogando, segundo as pesquisas.   

O eleitor sinalizou desprezo pelo campo da direita radical e o resultado da eleição 1º turno foi uma sinalização clara para o bolsonarismo e a direita procurarem corrigir rumos, buscar caminhos, dentro do conservadorismo, mais para o centro. 

A saída de Bolsonaro da campanha eleitoral abriu espaço para a esquerda. Ciro e Lula, imediatamente, se engajaram em candidaturas nos 57 municípios que escolherão prefeito no 2° turno na eleição de domingo, 29.

A maior batalha se concentra no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ciro e Lula se envolveram na campanha de Guilherme Boulos. O líder dos Sem Teto está próximo de promover uma virada nas pesquisas e conquistar a prefeitura s a mais populosa, rica e  importante cidade do Brasil. No Rio de Janeiro, a esquerda já comemora a vitória de Eduardo Paes. 

Ciro é o mais empolgado do campo da esquerda. Está elegendo, com seu PDT, 67 prefeitos no Ceará, inclusive, o de Fortaleza. A nova energia de Ciro o levou a enfrentar Lula, em Recife. Vencendo ou sendo derrotado, João Campos e o PSB estarão ao lado de Ciro, em 2022.

A batalha eleitoral no campo da esquerda, com certeza, deixará mágoas para a união na sucessão presidencial. Em Porto Alegre, berço do PDT brizolista,  o partido negou apoio à Manuela D'Ávila, PC do B, se engajando na candidatura de Sebastião Melo, do MDB. A decisão do partido foi uma manobra de Ciro Gomes. Manuela D'Ávila foi a responsável pela divisão das esquerdas na eleição de 2018, facilitando a  vitória de Bolsonaro. O PDT deu o troco.

Apesar de juntos em torno de candidaturas, Ciro e Lula não estão próximos. Ciro propôs, em declaração na capital paulista, a aposentadoria de Lula em disputas eleitorais. A posição confirma a determinação do pedetista de comandar a esquerda na sucessão presidencial. 

O resultado da eleição de domingo, somando-o ao que já conhecemos do resultado de 15 de novembro, nos remete a um país mais voltado ao centro e centro-esquerda. O tira-teima será em 2022.  


Roberto Moreira 

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