quinta-feira, 3 de setembro de 2020

40% dos casos de Covid-19 no Cariri foram em agosto.

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A macrorregião de Saúde do Cariri, localizada no sul do Estado, apresentou aumento de 80% no número de casos confirmados da Covid-19 no mês de agosto. O número de casos registrados no mês citado corresponde a 40% do total de diagnósticos do Cariri, conforme boletins epidemiológicos da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) publicados no final de julho e agosto. Número significativo de novos casos ocorreu nos municípios menores da região.

O Ceará soma 217.295 casos confirmados e 8.459 mortes em decorrência da doença, segundo atualização da plataforma IntegraSUS, da Sesa, às 17h46min de ontem, 1º. A macrorregião de Fortaleza reúne o maior número de casos, com 43% das confirmações, seguida por Sobral (25%), Sertão Central (6%), Litoral Leste/Jaguaribe (6%) e Cariri (18%). Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Cariri estão com 72% de ocupação. No Estado essa taxa é de 61,54%, segundo o IntegraSUS.

"Se comparar quando começou até agora, foi o mês de pico, de julho para agosto. As outras regiões estão mais tranquilas. Onde a gente ainda vê esse aumento no número de casos é no Cariri. A gente espera que setembro seja um mês de diminuição dos novos casos", analisa Sayonara Cidades, presidente do Conselho das Secretárias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems/CE).

"Sobral começou imediatamente após a Capital. Litoral Leste/Jaguaribe e Sertão Central sempre tiveram situação mais confortável, nunca estiveram tão complicados como Norte e Cariri", avalia. Sayonara afirma que a situação menos preocupante em relação à Covid-19 nas macrorregiões do Sertão Central e Litoral Leste/Jaguaribe se deve ao trabalho realizado pela atenção primária. "Tem municípios pequenos em que é mais fácil controlar pela atenção primária, fazer monitoramento", diz. Ela explica que o aumento no Cariri pode ser observado principalmente nos municípios de pequeno e médio porte, visto que em municípios como Juazeiro do Norte, o contágio começou antes.

Glaise Feijó, secretária da Saúde de Brejo Santo, afirma que o aumento de casos na cidade se deve, principalmente, pela estratégia de aumento da testagem. "Testamos mais de 10% da população. Já realizamos mais de 6 mil testes em uma população de pouco menos de 50 mil habitantes. Para chegar no paciente doente e seus contato para quebrar a cadeia de transmissão. Aumentamos o número de pessoas positivas", justifica. Todas os leitos de UTI no município estão ocupados. "Nosso pico aqui em Brejo Santo considero que foi em agosto. Número de pacientes graves e internados aumentou na última semana. Há um mês, tínhamos dois pacientes com Covid-19 na UTI. Hoje, são seis", acrescenta.

"Nosso pico foi em julho", destaca Glauciane Torres, secretária da Saúde de Juazeiro do Norte. "O Hospital Regional do Cariri tem conseguido atender os municípios que hoje apresentam maior número de casos. Com a redução significativa dos casos de Juazeiro, o hospital pode se voltar quase que completamente aos municípios que compõem a região do Cariri", explica Glauciane.

"No pico, em julho, foram mais 400 casos. Estamos com 150, 200 no máximo. Em agosto, começamos a ter redução de novos casos", afirma George Xavier, secretário da Saúde de Iguatu


o Povo 

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