terça-feira, 19 de maio de 2020

Quixadá chega a quase 300 casos confirmados por coronavírus

Aglomeração em filas para casa lotérica e agência da Caixa, em Quixadá, no dia 30 de abril.
 O município de Quixadá está perto de confirmar os seus 300 casos de coronavírus, um número expressivo e que coloca a cidade sob uma onda de susto e pavor. No boletim epidemiológico divulgado na noite da última segunda-feira (18), a Secretaria Municipal de Saúde informou que a cidade já possui 289 casos que atestaram positivo. Comparado com os dados do último dia 15 de maio, Quixadá registrou mais de 100 novos casos no fim de semana.

Na última sexta-feira (15), o boletim da Pasta informava que 185 casos confirmados de coronavirus tinham sido computados. Quem viu o boletim na noite de segunda, se deparou com uma cifra bem maior, com um aumento de 104 novos exames que deram positivo, fazendo Quixadá chegar ao alarmante número de 289 casos.

Embora em quantidade menor se comparado com os casos positivos, também aumentou o total de casos considerados recuperados pela Secretaria de Saúde: eram 88 no dia 15 de maio e agora são 109. 171 pessoas estavam em monitoramento, sendo que sete delas permaneciam internadas, duas a menos que o resultado do boletim do dia 15 de maio. Outros 281 casos foram descartados.

No último sábado, quando o fim de semana ainda estava começando, a própria secretaria de saúde reconheceu, em nota divulgada na página da prefeitura no facebook, o aumento expoencial de casos e confirmou a morte de duas pessoas. “Neste sábado, 16, o município de Quixadá teve um aumento expressivo de óbitos suspeitos em decorrência da covid-19. Nossos profissionais de saúde tiveram o dia mais difícil de todos nas linhas de frente de combate ao vírus”, disse a nota.


No entanto, conforme o portal Revista Central informou, a idosa Maria das Graças Silveira, 79 anos, que morava no bairro Carrascal, teve a sua declaração de óbito errada na Unidade de Pronto Atendimento-UPA de Quixadá. Junto à família, nossa equipe apurou que a paciente foi internada na noite de sexta-feira (15), com infecção alimentar e não apresentava sintomas da COVID-19, mesmo assim seu atestado de óbito declarava “choque distributivo com consequência de COVID-19”.
Na mesma nota a Secretaria Municipal de Saúde reconheceu o erro: “Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ocorreu as situações de mais emergência, inclusive com pacientes necessitando de intubação, um dos nossos médicos se deparou com dois casos, um deles suspeito e outro confirmado, envolvendo vítimas com nome muito parecidos. Erroneamente, entre uma situação de emergência e outra, ele assinou o caso suspeito como caso confirmado.


Revista Central 

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